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O peso da agricultura

A economia de Antigo Regime foi uma economia predominan­temente agrícola . A grande maioria da população portuguesa vivia da agricultura e foram essencialmente os produtos agrícolas que alimentaram a actividade mercantil que então se desenvolvia.
Centrada na produção de cereais e do vinho, a agricultura da primeira metade do século XVIII era ainda bastante atrasada. Para além do arcaísmo das técnicas agrícolas, em que ainda se utiliza­vam instrumentos de madeira(só as pontas eram de ferro) e o sistema de pousio, também o regime de propriedade dificultava os investimentos na agricul­tura e não era compensador.
Ao concentrar a posse da terra nas mãos do rei, da nobreza e do clero, o regime de propriedade fomentava o absen­tismo dos seus proprietários. Por outro lado, a organização terri­torial em senhorios fazia com que os camponeses estivessem sujeitos a pesados tributos, o que desmotivava qualquer esforço em ordem a uma maior produtividade.
Vivendo de uma agricultura tecnicamente atrasada, as popula­ções europeias estavam sujeitas aos efeitos dos maus anos agríco­las. As crises cerealíferas daí resultantes originavam, por sua vez, as fomes e as quebras demográficas típicas da sociedade de Antigo Regime.



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