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Thursday

O Triunfo das Revoluções Liberais

Quadro Síntese

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

26 de agosto de 1789
Por toda a parte as ideias revolucionárias foram aplicadas. Às pretensões da monarquia e dos poderes hereditários, opôs-se a soberania do povo. Para substituir o súbdito, os revolucionários conside­ram o cidadão: reclamaram a liberdade de pensamento, de expressão, de religião, de associação [...].
Robert Palmer, 1789 - As Revoluções da Liberdade e da Igualdade
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Cronologia


Antecedentes da Revolução

A esta classe camponesa, tão útil (...) pelo seu trabalho, a propriedade de nada serve: os rendimentos da terra são devorados pelos impostos (...); o cavador, coberto pelos farrapos da miséria, só tem para se deitar um leito de palha e, por alimento, um pão grosseiro que, quantas vezes, apenas pode molhar nas suas lágrimas. Nem na infância conhece repouso: cavador aos sete anos, decrépito aos trinta, é esta a sua triste sorte.
Caderno de Queixas do Terceiro Estado de Poitiers, 1789

Cronologia da Revolução




OPINIÃO DE UM FILÓSOFO ALEMÃO SOBRE A REVOLUÇÃO FRANCESA

Eugène Delacroix
La liberté guidant le peuple (1830)


A Revolução Francesa é um aconteci­mento demasiado ligado aos inte­resses da Humanidade e cuja in­fluência se espalhou de tal manei­ra por todas as partes do mundo, para que não venha à memória dos povos, ao mínimo sinal de circuns­tâncias favoráveis, para os estimu­lar a novas tentativas do mesmo género.

E. Kant, Projecto de Paz Perpétua (1795)

Árvore da Liberdade

As “Árvores da Liberdade” são o símbolo do triunfo da revolução, iniciada na tomada da Bastilha , sobre o Antigo Regime e os seus privilégios e desigualdades. Para legalizar e institucionalizar este símbolo, um decreto da Convenção de 23 de Janeiro de 1794 ordena que em todas as sedes de concelho se plante uma árvore com raízes. A mais frequente era o choupo de Itália que representava a ideia de igualdade. Ainda hoje, a plantação de “Árvores da Liberdade” por parte dos municípios franceses se mantém .


Calendário Revolucionário




Para marcar bem que uma nova era havia começado, os revolucionários franceses aboliram o tradicional calendário gregoriano e apresentaram um novo calendário. Instituído em 1792, compunha-se de 12 meses de 3 dias, distribuídos em três décadas. O dia foi dividido em 10 horas de 100 minutos, cada minuto com 100 segundos. Aos 360 dias acrescentava-se, anualmente, 5 dias complementares, e um sexto a cada quadriénio. Os nomes dos meses eram inspirados nos aspectos das estações na França:

Vendémiaire-----setembro-outubro
Brumaire-----outubro-novembro
Frimaire-----novembro-dezembro
Nivôse-----dezembro-janeiro
Pluviôse-----janeiro-fevereiro
Ventôse-----fevereiro-março
Germinal-----março-abril
Floréal-----abril-maio
Prairial-----maio-junho
Messidor-----junho-julho
Thermidor-----julho-agosto
Fructidor-----agosto-setembro


Este calendário vigorou de 22/9/1792 a 1/1/1806, quando Napoleão I ordenou o restabelecimento do calendário gregoriano. Foi recuperado anos mais tarde durante a Comuna de Paris em 1871.