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Sunday

Perguntas e Respostas




O que foi o Antigo Regime?


R. O antigo Regime foi um período histórico entre os séculos XVI e XVIII. Caracterizou-se, politicamente, pelo poder absoluto do rei, socialmente, pela estratificação da sociedade em três ordens e, economicamente, pelo predomínio do sector agrícola, pelo capitalismo comercial e pelas tentativas mercantilistas. Em termos artísticos foi o tempo da arte barroca.



Que fez o Conde da Ericeira aquando da crise comercial de 1670?

Aplicou medidas mercantilistas que visavam aumentar a capacidade industrial do país e reequilibrar a sua balança comercial, no sentido de o tornar menos dependente do exterior.



O que é o mercantilismo?

E uma doutrina económica que defende que a riqueza de um Estado está na quantidade de metais preciosos que possui. Para fazer com que eles entrem no país é preciso ter uma balança comercial favorável. Esta consegue-se quando há um aparelho produtivo capaz de responder às necessidades do mercado interno e de produzir para exportação.



Quais eram os estados ou ordens da sociedade do Antigo Regime?

O clero, a nobreza e o terceiro estado. Os dois primeiros eram privilegiados, o terceiro, não. Do terceiro estado faziam parte camponeses, artesãos, assalariados rurais e urbanos e a burguesia.



O que foi o absolutismo?

O absolutismo foi o sistema político que vigorou em quase toda a Europa durante o Antigo Regime. O sistema permitia ao rei controlar todos os poderes (legislativo, executivo e Judicial).



Também houve absolutismo em Portugal?

Claro que sim. Os reis que melhor simbolizam este tipo de poder em Portugal são: D. Pedro II (1 683-1706), D. João V (1706-1 750) e D. José I (1 750-1777).



Quem foi Luís XIV?

Luís, o Grande, foi rei de França entre 1643 e 1715. É considerado o símbolo máximo do poder absoluto. O fausto da sua corte foi imitado pelos outros monarcas da Europa.



Quem foi o Marquês de Pombal?

Sebastião José de Carvalho e Melo, isto é, o Marquês de Pombal, foi Ministro de D. José I.

Primeiro, secretário dos Negócios Estrangeiros e, depois, secretário dos Negócios do Reino.

Ficou célebre pelas perseguições que moveu à nobreza e ao clero, opositores naturais à afirmação do poder régio que ele tanto defendia. Mas deve-se-lhe também reconhecer a sua capacidade governativa e o esforço que dedicou à modernização do país: reformou as instituições administrativas, reformou o ensino, reconstruiu Lisboa depois do terramoto, acarinhou o comércio e a indústria...



0 que é o despotismo iluminado?

O despotismo iluminado é uma forma de governo que confere ao rei um poder absoluto, mas iluminado pela razão, para o bem-estar e a felicidade da Nação. Em Portugal, D. José I e o seu primeiro-ministro, Pombal, enquadraram-se nesta forma de governar.



Como ficou a capital após a reconstrução?

Ficou mais moderna e funcional, com as suas ruas, praças e casas traçadas a régua e esquadro. Esta geometria foi ditada pelo Marquês. Não se ergueram palácios e as igrejas não puderam subir mais do que os outros prédios, que eram todos iguais. O Terreiro do Paço muda de nome para Praça do Comércio (à volta vivem os burgueses mais ricos). No centro está o rei a cavalo, numa estátua de Machado de Castro e, ao fundo, o arco do Triunfo que abre para a Rua Augusta.


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Saturday

O FUTURO DO HOMEM

Emile Nolde, Seara
As nossas esperanças sobre o estado futuro da espécie humana podem reduzir-se a estes pontos importantes: a destruição da desigualdade entre os homens e, finalmente, o seu aperfeiçoamento.
Chegará o momento em que o sol só iluminará homens livres que apenas obedecerão à razão; em que os tiranos e os escravos... já não existirão.
Por uma escolha feliz, não só dos próprios conhecimentos mas também dos métodos de os ensinar; pode instruir-se a massa inteira dum povo acerca de tudo o que os homens têm necessidade de saber sobre economia, admi­nistração, industria e direito... para serem senhores de si próprios.
A igualdade de Instrução corrigiria a desigualdade das aptidões, assim como uma legislação preventiva diminuiria a desigualdade das riquezas, acele­raria o progresso das ciências e das artes, multiplicando os artistas num meio que lhes fosse favorável. O efeito seria um aumento de bem-estar para todos.

Condorcet, Esboço de um Quadro Histórico dos Progressos do Espírito Humano,1793

LIBERDADE E IGUALDADE


(...) sendo todo o homem livre e senhor de si próprio, ninguém pode sob qualquer pretexto submetê-lo contra a sua vontade. Decidir que um filho de escravo nasça escravo, é decidir que ele não nasça homem.
(...) O cidadão aceita todas as leis, mesmo aquelas que o contrariam e mesmo aquelas que o castigam quando ele violar alguma.A escolha consciente de todos os membros do estado é a vontade geral; é essa que deve prevalecer.

J. J. Rousseau, Contrato Social

(…) É este o problema funda­mental a que o contrato social dá solução. (...) O governo re­cebe do soberano as ordens que ele dá ao povo, e para que o Estado esteja num bom equi­líbrio é preciso, com todas as compensações, que haja uma igualdade entre o produto ou o poder do governo tomado em si próprio e o produto ou o poder dos cidadãos, que são soberanos por um lado e súb­ditos por outro.

Jean-Jacques Rousseau, o Contrato Social, 1762


VALOR DA RAZÃO

Francisco Goya, O sono da Razão engendra Monstros
A razão está para o filósofo tal como a graça está para o cristão. A graça obriga o cristão a agir; a razão obriga o filósofo... Ele gosta de saber os mais pequenos detalhes e de aprofundar tudo o que mal se adivi­nha; assim, olha como sendo um princípio totalmente oposto ao pro­gresso das luzes do espírito o facto de se limitar somente à meditação e de acreditar que o homem não encontra a verdade senão no fundo de si próprio. (...) O espírito filosófico
É um espírito de observação e de justiça que relaciona tudo com os seus verdadeiros princípios (...).
O filósofo é, em suma, um homem honesto que age em todas as circunstâncias pela razão e que junta a um espírito de reflexão e de justiça os costumes e as qualidades sociáveis.

Diderot, "Filósofo ", in Enciclopédia

DEFESA DA TOLERÂNCIA

Não é ao homem que eu me dirijo, é a ti, Deus de todos os seres de todos os mundos e de todos os tempos...
Tu não nos deste um coração para odiar e mãos para matarem: faz com que nos ajudemos a suportar mutuamente o fardo de uma vida penosa e passageira; que as pequenas diferenças, entre as vestes que cobrem os nossos pobres cor­pos, entre os nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfei­tas, entre todas as nossas opiniões insensatas, que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinal de ódio e perseguição; que todos aqueles que acendem círios em pleno meio-dia para te louvar, suportem os que se con­tentam com a luz do teu sol; os que se cobrem com um pano branco para dize­rem que é necessário amar-te, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto de lã negra...

Voltaire, in Traité sur Ia Tolérance, 1763

Portugal - Resistência à Modernidade


Os mestres de filosofia não se apartem de Aristóteles em coisa alguma de importância, a não ser que se ofereça algum ponto contrário à doutrina que defendem geralmente as Universidades. Entendam também que, se houver alguns Mestres inclinados a novidades ou de engenho demasiado livre, devem ser removidos sem falta do ofício de ensinar.

Regras para a escolha de opiniões nos filósofos, Congregação Geral da Companhia de Jesus, 1565

Nos exames ou lições, conclusões públicas ou particulares, se não ensine opiniões novas pouco recebidas ou inúteis para o estudo das sciencias maiores, como são as de Renato Descartes, Gasendo Neptono (Newton) e outros, e nomeadamente qualquer sciencia que defenda os actos (atomos) de Epicuro ou negue as realidades dos accidentes eucharisticos ou outras quaesquer conclusões oppostas ao systema de Aristóteles, o qual n 'estas escholas se deve seguir, como repetidas vezes se recomenda nos Estatutos d'este Collegio das Artes.

Edital do Colégio das Artes (1746). cito in TeófiloBraga, História da Universidade de Coimbra


Todos aqueles que tenham redigido, ou mandado redigir ou imprimir, escri­tos tendentes a atacar a religião, a atingir a nossa autoridade e a perturbar a ordem e a tranquilidade dos nossos estados, serão condenados à morte. Todos os que tiverem imprimido as referidas obras, as livrarias, os bufarinhei­ros (vendedores de bugigangas) e outras pessoas que os tiverem espalhado pelo público serão igualmente condenados à morte.
Recolha de Isambert, decreto de 16 de Agosto de 1757




Portugal - Expulsão dos Jesuítas e Reforma do Ensino

Eu, EI Rei, (...) sou servido privar inteira e absolutamente os Religiosos Jesuítas dos Estudos de que os tinha mandado suspender para que, do dia da publicação deste alvará em diante, sejam extintas todas as Classes e Escolas que lhes foram confiadas, com tão perniciosos e funestos efei­tos, opostos aos fins da instrução e da edificação dos meus fiéis vassalos, abolindo-se até a memória das mes­mas Classes e Escolas como se nunca houvessem existido nos meus Reinos e Domínios onde têm causado tão enormes danos e tão graves escândalos. (...)
E sou servido da mesma sorte ordenar que no ensino das Classes e no estudo das letras humanas haja uma geral reforma, mediante a qual se reponha o método antigo, reduzido aos termos simples, claros e de maior facilidade, como se pratica actual­mente nas nações polidas da Europa, conformando-me, nesta determina­ção, com o parecer dos homens mais doutos e instruídos.

D.José I Alvará de 28 de Junho de 1759 (adaptado)

Propostas Iluministas



Síntese Esquemática

Iluminismo na Europa

O Iluminismo

Síntese Esquemática