Alguns olham para coisas que existem e perguntam "porquê?". Eu sonho com coisas que nunca existiram e pergunto " por que não? George Bernard Shaw
Sunday
Damião de Góis

Damião de Góis , um dos espíritos mais universais que esta terra já viu nascer morre em 30 de Janeiro de 1574. Vítima do clima inquisitorial que o seu amigo de infância D. João III aqui havia instalado foi encontrado morto na lareira de sua casa em Alenquer.
Quando, em 1941, se fez a trasladação dos seus restos mortais para a Igreja de S. Pedro, em Alenquer, Mário de Sampaio Ribeiro, estudioso musical (Damião de Góis foi, também, compositor), viu-lhe o crânio. Notava-se uma violenta pancada arredondada, improvável que fosse provocada por qualquer aresta, ao cair sobre a lareira.
Alguém o assassinara.
Alguém o assassinara.
Saturday
Friday
Perguntas e Respostas
Tal como os esquemas conceptuais, estas "perguntas e respostas" não são a solução milagrosa para teres boa nota na avaliação. Mas podem ajudar.
No começo do século XVI continuava a ser aceite o sistema geocêntrico, exposto por Ptolomeu no século II, que afirmava que a Terra era o centro do Universo. Em 1543, o polaco Copérnico expôs uma nova concepção, o sistema heliocêntrico, segundo o qual o Sol é uma estrela fixa, à volta da qual giram a Terra e os outros planetas .
Também os conhecimentos relativos ao corpo humano eram, antes do século XVI, muito rudimentares. Durante o Renascimento, todavia, os estudos de anatomia evoluíram de forma significativa. Passou a praticar-se a dissecação de cadáveres nas universidades, sobretudo depois dos estudos do médico flamengo André Vesálio
Esta nova mentalidade experimentalista e racionalista, aberta ao estudo de todos os ramos do saber, encontra-se na raiz da revolução científica, que viria a desencadear-se no século XVII.

Estudos anatómicos de Leonardo da Vinci : Ciência ou Arte?
Thursday
Arquitectura do Renascimento
Saber mais Horizontalidade
Frontões triangulares
Arcos de volta inteira
Capitéis clássicos
Cúpulas

Biblioteca , Veneza

Os arquitectos do Renascimento constroem, a partir dos elementos fundamentais dos monumentos greco-romanos (colunas, frontões, arcos de volta perfeita, abóbadas, cúpulas), novas formas artísticas - como fachadas com pilastras, longas cornijas e balaustradas - que dão aos edifícios renascentistas um plano de horizontalidade; como elementos decorativos utilizavam grinaldas, medalhões, caixotões, florões...

Capea dos Pazzi ( Brunelleschi 1430, Florença )
Estilo Manuelino
(Convento de Cristo, Tomar)
Mosteiro dos Jerónimos
(Lisboa, detalhe)
As inovações artísticas que já campeavam um pouco por toda a Europa a partir de Itália, a pátria do Renascimento, demoraram a chegar a Portugal e, durante os séculos XV e XVI, continuaram a utilizar-se, entre nós, certos modelos e soluções estilo gótico. É no reinado de D. Manuel que algo de diferente se começa a fazer em termos artísticos e em que parece haver um florescimento das artes devido à prosperidade económica inicialmente conseguida pelos lucros do Oriente,pela a existência entre nós de um conjunto de artistas, nacionais e estrangeiros, de grande valore pela vontade de D. Manuel de afirmar a sua grandeza enquanto rei.
É neste contexto em que ganhou forma a corrente artística arquitectónica a que se chama Manuelino e que, do ponto de vista da arquitectura, seja visto ainda como uma variante do estilo gótico, apresenta originalidades, em particular nos motivos decorativos:
É neste contexto em que ganhou forma a corrente artística arquitectónica a que se chama Manuelino e que, do ponto de vista da arquitectura, seja visto ainda como uma variante do estilo gótico, apresenta originalidades, em particular nos motivos decorativos:
-Elementos relacionados com as actividades marítimas, como amarras, bóias de rede,conchas e corais;
-Elementos de carácter vegetalista e naturalista, por exemplo troncos podados, folhas e alcachofras;
-Símbolos reais e nacionais como a esfera armilar, a cruz da Ordem de Cristo e o escudo das quinas.
-Elementos de carácter vegetalista e naturalista, por exemplo troncos podados, folhas e alcachofras;
-Símbolos reais e nacionais como a esfera armilar, a cruz da Ordem de Cristo e o escudo das quinas.
De entre os principais edifícios deste estilo, contam-se a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Convento de Cristo, em Tomar, a Igreja da Graça, em Évora, o Convento de Jesus, em Setúbal e outros.
Wednesday
Objectivos de Aprendizagem
- DISTINGUIR as formas de intervenção e da presença portuguesa na Índia e no Brasil.
- LOCALIZAR no espaço e no tempo o Renascimento.
- EXPLICAR/IDENTIFICAR/DEFINIR as características do Renascimento:
Classicismo, Humanismo, Espírito crítico, Individualismo, Antropocentrismo, Naturalismo e
Experimentalismo.
- DEFINIR os seguintes conceitos: mecenato, geocentrismo, heliocentrismo.
- COMPREENDER a importância da imprensa na divulgação dos ideais do Renascimento.
- COMPARAR o Homem ideal do Renascimento com o da Idade Média.
- COMENTAR afirmações/frases.
- INDICAR as características, temas, os pintores principais e inovações técnicas da Pintura do Renascimento.
- IDENTIFICAR as características do Renascimento na Pintura, na Escultura e na Arquitectura.
Materiais
Aqui
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Saturday
A Acção de D.João II
Com D. João II (1481-1495), a coroa assume decididamente a política de expansão marítima: fortalece-se o domínio português a sul das Canárias através do tratado de Alcácovas- Toledo (1479-1480), explora-se economicamente a zona do Golfo da Guiné a partir da feitoria da Mina e intensifica-se a busca da passagem do Atlântico para o índico. Para atingir este último objectivo, avançam as viagens de Diogo Cão e de Bartolomeu Dias ao longo da costa africana; ao mesmo tempo, Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã procuram, por terra, recolher informações sobre a navegação e comércio no Índico e localizar o reino do Preste João.

Caminho percorrido pela expedição de V. da Gama (a preto). No mapa está também o caminho percorrido por Pêro da Covilhã (a laranja) separado de Afonso de Paiva (a azul) depois da longa viagem juntos (a verde).
Materiais de Apoio
Conquista de Ceuta

A expedição a Ceuta
Era muito difícil a recuperação da agricultura, da indústria e do comércio, depois de uma crise tão grande e perniciosa como a que acontecera ao longo do século XIV. Crise tão grave que, em várias regiões da Europa, ainda não acabara. Prosseguia, ainda, a Guerra dos Cem Anos e, entretanto, os Turcos-Otomanos prolongavam, nas partes do Oriente, sobre os Balcãs, o amplo cerco que os Árabes faziam à Europa e que havia de culminar em 1453 com a tomada de Constantinopla.
Faltavam, à Europa, cereais e ouro. Mas sabia-se onde encontrar estas riquezas. Um dos lugares mais conhecidos e até mais próximos era Ceuta, praça do Norte de África e bom mercado onde chegavam caravanas de negociantes do deserto do Sara.
D. João de Portugal concordou em organizar uma poderosa armada que fosse conquistar a próspera cidade marroquina. Eram mais de 200 navios pequenos e grandes, de velas ao vento! Nem todos chegaram ao destino porque o leme de muitos deles não resistiu à força da tempestade que os atirou para Algeciras. Porém, apesar do contratempo, a empresa foi um sucesso militar.
A. do Carmo Reis, Atlas dos Descobrimentos
Os Descobrimentos Portugueses (em resumo)

O expansionismo europeu
Durante o século XIV a Europa passou por uma grave crise demográfica, económica, social e política.
O comércio antes dos descobrimentos era feito por comerciantes muçulmanos, que traziam a vários pontos do mar Mediterrâneo na Europa principalmente a Itália.
Com isto existem vários intermediários o que faz que o preço dos produtos aumente.
O conhecimento do Mundo
No início do século XV, os europeus consideravam-se o centro do Mundo, sendo o conhecimento dos continentes asiático e africano bastante limitado. Do continente americano e da Austrália nada se conhecia.
Interesses dos grupos sociais
Até ao século XV os povos viviam isolados sem imaginar os habitantes das outras regiões. Esta situação alterou-se quando os Italianos e, depois, os Portugueses tomaram a iniciativa de entrar pelo Mar desconhecida, quebrando barreiras geográficas.
Várias motivações levaram os Portugueses à descoberta das novas terras:
• Rei – Procurava soluções para os problemas económicos que afectavam Portugal e também procurava aumentar a riqueza do país;
• Nobres – Tinham de novo oportunidade de se dedicarem à guerra, podendo adquirir novas terras, cargos e títulos;
• Burgueses – Desejavam novos produtos para fazerem comércio;
• Povo – Desejava conseguir melhores condições de vida;
• Clero – Movidos pela defesa da fé cristã desejavam ir combater seus inimigos de longa data, os Muçulmanos.
Condições da prioridade portuguesa
Os portugueses tinham também as melhores condições para partirem à procura de novas terras:
• Clima de paz:
• Posição geográfica;
• Tradição marítima;
• Conhecimento de instrumentos náuticos (astrolábio, quadrante, bússola, balestilha, vela triangular, caravela, navegação astronómica, portulanos);
• Estabilidade económica.
Conquista de Ceuta
Aconteceu em 1415 e foi um acontecimento fundamental para a expansão portuguesa. Várias razões levaram à conquista desta cidade:
• Existência de ouro e especiarias em Ceuta;
• Localização estratégica (junto ao estreito de Gibraltar, o que permitia que a quem a conquistasse controlasse o comércio do mar Mediterrâneo);
• Evitar as expedições dos piratas marroquinos para atacar a costa algarvia.
Depois da conquista Ceuta pelos portugueses os muçulmanos desviaram as rotas do comércio para outras cidades e começaram a ataca-la constantemente.
Ocupação e descobrimento do arquipélago da Madeira e dos Açores
Em 1419 ocupou definitivamente a Madeira. Mais tarde, o Infante D. Henrique, senhor das ilhas por doação do rei, mandou dividi-las em capitanias.
Em 1927 Diogo de Silves atinge os Açores. Nos Açores utilizou-se o mesmo sistema de divisão de capitanias.
A passagem do Cabo Bojador e os avanços para sul
Em 1434, Gil Eanes, passou o Cabo Bojador e aumentou o conhecimento dos portugueses sobre o continente africano.
Em 1960 Diogo Gomes chegou à Serra Leoa e posteriormente ao arquipélago de Cabo Verde.
Contrato de arrendamento a Fernão Gomes
Em 1469, D. Afonso V arrendou a Fernão gomes, rico burguês de Lisboa, o monopólio do comércio com a costa africana (com algumas excepções), por um período de cinco anos, mediante o pagamento anual de 200 000 reais e a obrigação de descobrir cada ano léguas de costa.
A política expansionista de D. João II
O objectivo de D. João II era chegar à Índia, em 1488 Bartolomeu Dias conseguiu dobrar o Cabo das Tormentas a que mais tarde D. João II viria a chamar Cabo da Boa Esperança
Os Portugueses tinham, finalmente, entrado no Oceano Índico.
A rivalidade luso-castelhana
A rivalidade entre Portugal e Castela, provocada pelas disputas sobre as terras descobertas, vinha já do século XIV, quando os dois estados reivindicaram a posse das ilhas Canários.
Com objectivo de pôr fim a este conflito em 1479, assinou-se o Tratado de Alcáçovas, que atribui a Portugal as terras a sul das Canárias, ficando estas ilhas como pertença de Castela. No entanto, com a descoberta da América, por Cristóvão Colombo, em 1492, o conflito reacendeu-se.
Em 1492, Cristóvão Colombo com o apoio dos reis de Castela chegou às Antilhas (América), pensando atingir a Ásia. Como as Antilhas se localizavam a sul do paralelo do tratado de Alcáçovas, Portugal reivindicou as terras, o que provocou um novo conflito com Castela.
Em 1494, com a intervenção papal, foi assina do outro acordo o Tratado de Tordesilhas.
Tratado de Tordesilhas: Neste tratado estabeleceu-se a divisão do mundo em duas partes, separadas por um meridiano que passava a 370 léguas a ocidente das ilhas de Cabo Verde. As terras descobertas, ou a descobrir, a ocidente dessa ilha pertenceriam a Castela e as descobertas ou a descobrir, a oriente pertenceriam a Portugal.
A chegada à Índia e ao Brasil
Em 1497, Vasco de Gama a mando de D. Manuel I (sucessor de D. João II) partiu de Lisboa para a Índia.
Em 1498, Portugal tinha oficialmente chegado à Índia.
D. Manuel mandou outra aramada para a Índia, comandada por Pedro Álvares Cabral, para tentar impor a presença portuguesa no oriente. Mas no percurso as embarcações desviaram-se para sudoeste o que fez que em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou à Terra de Vera Cruz (Brasil).
A Aventura dos Descobrimentos
Jamais um grupo de homens conheceu tantas coisas novas sobre a Terra, em tão pouco tempo. Nos séculos XV e XVI , os europeus, tendo à frente portugueses e espanhóis, lançaram-se em pequeninas embarcações aos oceanos, aos “mares nunca dantes navegados”.
Descobriram, visitaram ou conquistaram quatro imensos continentes de povos e os colocaram em contacto entre si. Cada um dos quatro continentes, sozinho, era maior que a Europa inteira e possuía seus próprios animais e plantas, desconhecidos dos brancos, bem como suas próprias paisagens, climas, riquezas naturais, seus cheiros, sabores, cores (...)Para os europeus, foi um tempo de surpresas, tempo de espantos.
Os descobrimentos marítimos abriram um mundo novo, variado, surpreendente. Um mundo onde seria absolutamente necessário conviver com as diferenças, encarar o outro.
Depois disso a Terra não continuou a mesma: O conhecimento e a compreensão que os homens tinham do mundo não somente aumentou, como mudou. Começou um novo tempo na história da humanidade, tão novo que, para medi-lo, tornou-se necessário novos relógios.
Depois disso a Terra não continuou a mesma: O conhecimento e a compreensão que os homens tinham do mundo não somente aumentou, como mudou. Começou um novo tempo na história da humanidade, tão novo que, para medi-lo, tornou-se necessário novos relógios.
AMADO, Janaína e GARCIA, Ledonias Franco. Navegar é preciso
Grandes descobrimentos marítimos europeus (adaptado)
Grandes descobrimentos marítimos europeus (adaptado)
Mapa dito de Mercator
(1512 - 1594)
Friday
O Séc XIV em Portugal

1315/19 - Fome (devido à destruição de sementeiras por chuvas abundantes)
1333 - Fome (seca)
1348 - Peste Negra
1355/56 - Crise de cereais (seca)
1361 - Epidemias
1364/66 - Peste e crise de cereais (falta de mão-de-obra)
1371/72 - Crise de cereais (guerra e inundações)
1384 - Surto de peste (um dos maiores de sempre no país)
1384/87 - Crise de cereais (guerra com Castela)
1391/92 - Crise de cereais (falta de mão-de-obra)
1394 - Fome (falta de mão-de-obra)
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