Alguns olham para coisas que existem e perguntam "porquê?". Eu sonho com coisas que nunca existiram e pergunto " por que não? George Bernard Shaw
Tuesday
Sunday
Objectivos de Aprendizagem

Revolução Agrícola/ Revolução Industrial
Indica as principais transformações agrícolas verificadas na Europa, nos sécs. XVII e XVIII.
Indica factores que estiveram na origem da Revolução Agrícola inglesa.
Explica o aumento demográfico Inglês e europeu no séc XVIII
Indica as condições e factores da prioridade inglesa no arranque da Revolução Industrial
Enumera alguns dos progressos técnicos verificados nesta altura.
Conhece e compreende as diferenças entre o regime de produção industrial e o anterior.
Indicar e caracterizar os principais sectores de arranque da Revolução
Conceitos:
Revolução Agrícola, Enclosures, Revolução Industrial, Produção em Série, Fábrica, Revolução Demográfica, Demografia, Saldo Fisiológico, Revolução, Esperança de Vida
Materiais
Friday
Perguntas & Respostas
P- 0 que significa «revolução agrícola»?
R. A revolução agrícola consistiu num conjunto de transformações muito significativas e profundas na agricultura inglesa.
P- Quais os factores político-económicos responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura inglesa no século XVIII?
R. Os factores político-económicos responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura inglesa no século XVIII foram o sistema parlamentar favorável à livre iniciativa e os investimentos dos lucros do comércio colonial na agricultura.
P- Qual a importância das enclosures para o processo de transformação da agricultura?
R. As enclosures contribuíram para a preservação dos pastos e para uma maior rentabilidade das explorações agro-pecuárias. Nelas foi possível fazer experiências agrícolas de grande sucesso, nomeadamente ao nível da produtividade dos solos e do aperfeiçoamento de raças animais.
P- Quais foram as técnicas agrícolas desenvolvidas na época?
R. Resumidamente, podemos referir os campos cercados (enclosures); o afolhamento quadrienal; os arroteamentos e as drenagens; o apuramento de raças animais e de sementes; o aperfeiçoamento/ invenção de alfaias e máquinas; a introdução de novas plantas e a adubação.
P- 0 desenvolvimento agrícola foi um fenómeno generalizado na Europa?
R. Não. Ele apenas se fez sentir, nesta fase, nos Países Baixos e, sobretudo, na Inglaterra.
P- Quais foram as consequências do aumento da produtividade dos solos?
R. O aumento da produtividade dos solos contribuiu para um aumento da produção de alimentos e, consequentemente, contribuiu também para a diminuição das fomes e da mortalidade, e para a obtenção de matérias-primas, capitais e mão-de-obra potencialmente disponíveis para outros sectores de actividade, como a indústria.
P- Quais as consequências demográficas positivas, resultantes dos progressos verificados na alimentação?
R. As consequências positivas foram: a diminuição das fomes e das epidemias e a forte redução das taxas de mortalidade. Globalmente, houve uma melhoria da qualidade de vida das pessoas.
P- Quais as consequências da revolução demográfica na segunda metade do século XVIII?
R. As consequências foram múltiplas. Deu-se um rejuvenescimento da população; um considerável aumento da esperança de vida das pessoas; um forte crescimento urbano e um forte êxodo rural. Com as pessoas cresce o consumo e os mercados alargam-se.
P- Quais os condicionalismos e factores da prioridade inglesa na revolução industrial?
R. Os condicionalismos foram políticos e sociais (regime parlamentar liberal; burguesia e nobreza muito empreendedoras); demográficos (mão-de-obra disponível); económicas (abundância de capitais e vastos mercados, externo e interno); geográficos (existência de boas vias de comunicação); naturais (abundância de matérias-primas); e técnicos (numerosos inventas e técnicos).
P- Quais os sectores de arranque da RevoluçãoIndustrial?
R. Os sectores de arranque foram a indústria têxtil algodoeira e a indústria metalúrgica.
P- Qual a importância da máquina a vapor?
R. A máquina a vapor contribuiu para acelerar o trabalho e aumentar a produção. A máquina a vapor veio pôr as outras máquinas a trabalhar a alta velocidade.
P- O que significa «revolução industrial»?
R. Revolução industrial significa um conjunto de transformações técnicas operadas na indústria, que alteraram o tradicional modo de produção: da manufactura passou-se à maquinofactura.
P- Onde se localizavam as fábricas?
R. Inicialmente as fábricas localizavam-se junto das matérias-primas (campos, minas), das vias de comunicação (portos, rios, canais,...) e dos cursos de água. Mais tarde, com o desenvolvimento das vias de comunicação e a utilização da máquina a vapor, passaram a concentrar-se mais nas cidades.
R. A revolução agrícola consistiu num conjunto de transformações muito significativas e profundas na agricultura inglesa.
P- Quais os factores político-económicos responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura inglesa no século XVIII?
R. Os factores político-económicos responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura inglesa no século XVIII foram o sistema parlamentar favorável à livre iniciativa e os investimentos dos lucros do comércio colonial na agricultura.
P- Qual a importância das enclosures para o processo de transformação da agricultura?
R. As enclosures contribuíram para a preservação dos pastos e para uma maior rentabilidade das explorações agro-pecuárias. Nelas foi possível fazer experiências agrícolas de grande sucesso, nomeadamente ao nível da produtividade dos solos e do aperfeiçoamento de raças animais.
P- Quais foram as técnicas agrícolas desenvolvidas na época?
R. Resumidamente, podemos referir os campos cercados (enclosures); o afolhamento quadrienal; os arroteamentos e as drenagens; o apuramento de raças animais e de sementes; o aperfeiçoamento/ invenção de alfaias e máquinas; a introdução de novas plantas e a adubação.
P- 0 desenvolvimento agrícola foi um fenómeno generalizado na Europa?
R. Não. Ele apenas se fez sentir, nesta fase, nos Países Baixos e, sobretudo, na Inglaterra.
P- Quais foram as consequências do aumento da produtividade dos solos?
R. O aumento da produtividade dos solos contribuiu para um aumento da produção de alimentos e, consequentemente, contribuiu também para a diminuição das fomes e da mortalidade, e para a obtenção de matérias-primas, capitais e mão-de-obra potencialmente disponíveis para outros sectores de actividade, como a indústria.
P- Quais as consequências demográficas positivas, resultantes dos progressos verificados na alimentação?
R. As consequências positivas foram: a diminuição das fomes e das epidemias e a forte redução das taxas de mortalidade. Globalmente, houve uma melhoria da qualidade de vida das pessoas.
P- Quais as consequências da revolução demográfica na segunda metade do século XVIII?
R. As consequências foram múltiplas. Deu-se um rejuvenescimento da população; um considerável aumento da esperança de vida das pessoas; um forte crescimento urbano e um forte êxodo rural. Com as pessoas cresce o consumo e os mercados alargam-se.
P- Quais os condicionalismos e factores da prioridade inglesa na revolução industrial?
R. Os condicionalismos foram políticos e sociais (regime parlamentar liberal; burguesia e nobreza muito empreendedoras); demográficos (mão-de-obra disponível); económicas (abundância de capitais e vastos mercados, externo e interno); geográficos (existência de boas vias de comunicação); naturais (abundância de matérias-primas); e técnicos (numerosos inventas e técnicos).
P- Quais os sectores de arranque da RevoluçãoIndustrial?
R. Os sectores de arranque foram a indústria têxtil algodoeira e a indústria metalúrgica.
P- Qual a importância da máquina a vapor?
R. A máquina a vapor contribuiu para acelerar o trabalho e aumentar a produção. A máquina a vapor veio pôr as outras máquinas a trabalhar a alta velocidade.
P- O que significa «revolução industrial»?
R. Revolução industrial significa um conjunto de transformações técnicas operadas na indústria, que alteraram o tradicional modo de produção: da manufactura passou-se à maquinofactura.
P- Onde se localizavam as fábricas?
R. Inicialmente as fábricas localizavam-se junto das matérias-primas (campos, minas), das vias de comunicação (portos, rios, canais,...) e dos cursos de água. Mais tarde, com o desenvolvimento das vias de comunicação e a utilização da máquina a vapor, passaram a concentrar-se mais nas cidades.
Thursday
A Prioridade Inglesa na Revolução Industrial


Factores e Condicionalismos políticos, económicos e sociais que explicam a prioridade inglesa na Revolução Industrial
. Desenvolvimento da Grande Manufactura, como base do processo industrial.
. Desenvolvimento mercantil inglês e consequente alargamento dos mercados para o que
contava o seu vasto Império Colonial.
. Revolução Agrícola em Inglaterra e consequente libertação de mão-de-obra para a Indústria.
. Acumulação de Recursos Financeiros, em consequência do desenvolvimento manufactureiro,
mercantil e agrícola.
. Aumento demográfico.
. Avanços técnicos.
. Burguesia activa e empreendedora.
. Existência de um regime político liberal (Parlamentarismo).
. Abundância de matérias-primas (ferro, hulha e lã).
. Excelente Rede Natural de Comunicações (rios e canais).
. Condições Geográficas Favoráveis.
Progresso e Demografia
Friday
Objectivos de Aprendizagem
8ºB
Identificar os princípios fundamentais do mercantilismo e que medidas se deviam tomar para implementar estas ideias económicas.
Caracterizar a política manufactureira do conde de Ericeira.
Explicar a falência das medidas mercantilistas em Portugal
Definir o conceito de Antigo Regime, Balança Comercial.
Caracterizar, sucintamente, o Antigo Regime português do ponto de vista político, económico e social
Identificar o monarca absolutista francês.
Indicar medidas tomadas por Pombal para levar a cabo o seu projecto modernizador da economia e da sociedade portuguesa.
Explicar o que foi o Despotismo Esclarecido.
Identificar os meios de que se serviu Pombal para levar adiante o seu projecto de desenvolvimento para Portugal
Reconhecer as principais características da Lisboa pombalina.
Materiais
Saturday
O descalabro financeiro
Após ter atingido o seu apogeu no 2º quartel do séc. XVI, Portugal irá perer não só parte do seu vasto império como também a própria independência.
Decorridos alguns anos de um certo desafogo financeiro, a administração começou a ter graves dificuldades de tesouraria. Nas cortes de Almeirim, em 1544, o tesoureiro-mor elaborou um esclarecedor mapa de receitas e despesas desde o início do reinado ( D. João III) até àquele ano. A análise das despesas extraordinárias ajuda a compreender o porquê de tão elevado défice externo.
DESPESAS EXTRAORDINÁRIAS *
( 1521-1544)
1 400 000 ......dotes de casamento
800 000 ......subsídios às armadas da Índia
400 000 ......socorros a Safim e Azamor
80 000 ......povoamento e defesa do Brasil
80 000 ......defesa da costa ocidental africana
50 000 ......compra de cereais ao estrangeiro
*valores em cruzados
Mas o mais grave é que, para fazer face a tantas despesas não orçamentadas, se tinham contraído vários empréstimos ao estrangeiro a juros que rondavam os 25% ao ano. À data estavam a dever-se ainda perto de 2 milhões de cruzados.
Decorridos alguns anos de um certo desafogo financeiro, a administração começou a ter graves dificuldades de tesouraria. Nas cortes de Almeirim, em 1544, o tesoureiro-mor elaborou um esclarecedor mapa de receitas e despesas desde o início do reinado ( D. João III) até àquele ano. A análise das despesas extraordinárias ajuda a compreender o porquê de tão elevado défice externo.
DESPESAS EXTRAORDINÁRIAS *
( 1521-1544)
1 400 000 ......dotes de casamento
800 000 ......subsídios às armadas da Índia
400 000 ......socorros a Safim e Azamor
80 000 ......povoamento e defesa do Brasil
80 000 ......defesa da costa ocidental africana
50 000 ......compra de cereais ao estrangeiro
*valores em cruzados
Mas o mais grave é que, para fazer face a tantas despesas não orçamentadas, se tinham contraído vários empréstimos ao estrangeiro a juros que rondavam os 25% ao ano. À data estavam a dever-se ainda perto de 2 milhões de cruzados.
Friday
Objectivos de Aprendizagem
Renascimento e Reforma
Localizar os principais focos de difusão cultural nos séculos XV e XVI.
Explicar as condições que favoreceram o surgimento do Renascimento na Itália.
Compreender os conceitos: Dogmatismo, Renascimento, Espírito Crítico, Antropocentrismo, Individualismo, Classicismo, Humanismo, Reforma, Protestantismo, Contra-Reforma
Descrever as características do Humanismo renascentista.
Caracterizar a nova mentalidade do homem renascentista
Compreender a importância da imprensa na divulgação dos novos valores e atitudes no campo do pensamento e da literatura.
Identificar as principais figuras do humanismo e da literatura renascentista europeia e algumas das respectivas obras.
Relacionar o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza com o espírito crítico renascentista e com as grandes viagens marítimas.
Mencionar os progressos do conhecimento nos séculos XV e XVI.
Caracterizar genericamente a arte renascentista indicando obras e respectivos autores
Descrever as condições e factores que estiveram na origem do movimento da Reforma Protestante.
Destacar os princípios fundamentais em que divergem Católicos e Protestantes.
Destacar as principais medidas tomadas pela Contra-Reforma.
Avaliar os efeitos da acção da Contra-Reforma na Península Ibérica.
Saturday
8º A
Identificar os factores e as manifestações da crise do Império Português do Oriente
Descrever os acontecimentos que conduziram à União Ibérica
Justificar os interesses dos grupos dominantes da sociedade portuguesa na união dinástica
Explicar a ascensão colonial dos países do norte da europa a partir dos finais do séc. XVI
Salientar os meios de que se serviram esses países para imporem a ordem do mare liberum
Indicar os principais motivos de descontentamento dos portugueses face ao domínio espanhol
Relacionar a Restauração da independência nacional com as ameaças à prosperidade do império atlântico português e com o declínio do Império Espanhol
8ºB
Identificar os factores e as manifestações da crise do Império Português do Oriente
Descrever os acontecimentos que conduziram à União Ibérica
Justificar os interesses dos grupos dominantes da sociedade portuguesa na união dinástica
Explicar a ascensão colonial dos países do norte da europa a partir dos finais do séc. XVI
Salientar os meios de que se serviram esses países para imporem a ordem do mare liberum
Indicar os principais motivos de descontentamento dos portugueses face ao domínio espanhol
Relacionar a Restauração da independência nacional com as ameaças à prosperidade do império atlântico português e com o declínio do Império Espanhol
Identificar os princípios fundamentais do mercantilismo e que medidas se deviam tomar para implementar estas ideias económicas.
Caracterizar a política manufactureira do conde de Ericeira.
Explicar a falência das medidas mercantilistas em Portugal
Definir o conceito de Antigo Regime
Caracterizar, sucintamente, o Antigo Regime português do ponto de vista político, económico e social
Identificar o monarca absolutista francês.
Materiais
(para todos)
(para todos)
Tuesday
O conhecimento do Mundo
Mapa-mundo do geófrago árabe Al-Idrisi
Séc.XII
Mapa-mundo do grego Ptolemeu
Séc II
O conhecimento que os europeus tinham do mundo era muito limitado. Baseava-se nos autores gregos e romanos de havia quase dois mil anos. Baseava-se na autoridade dos antigos e nos textos sagrados dos sagrados autores da palavra de Deus, a Bíblia à cabeça. Baseava-se em mapas imprecisos e feitos a partir de relatos de alguns comerciantes e viajantes europeus que misturavam factos e ficção ajudando assim a alimentar e a manter uma mentalidade supersticiosa em que comummente apareciam monstros e seres imaginários.
Não é por isso de admirar a influência que o Livro das Maravilhas de Marco Pólo teve na formação do “espírito científico” da época e nos apreçam mapas do mundo com apenas três continentes e demasiado imprecisos para se chegar a algum lado, ou o mundo como um T e um O e quatro rios.
Em princípios do séc XV, o século das descobertas, o mapa tido como a mais correcta representação da terra e dos continentes ainda era o de Cláudio Ptolomeu, velho de quase mil e trezentos anos. Em nenhum deles, se admite uma ligação por mar entre o Atlântico e o Índico. A África alongava-se para Oriente depois do Sahara.
Nos mapas árabes, nesta altura, o sul aparecia em cima. Este é o mapa de Al-Idrisi com orientação a norte.
Acreditava-se que a terra era plana e que os navios, se conseguissem chegar ao fim do mundo cairiam no abismo. O mar tenebroso, albergava seres capazes de engolir um navio inteiro com um abrir de boca e , em terra, havia zonas tão quentes que era impossível lá viver alguém. Morreria queimado com o calor do sol.
Não era de pouca monta a tarefa que os navegadores do Infante e depois de D.João II e de D.Manuel I empreendiam dia após dia, ano após ano. Mas o mar, com todos esses perigos, medos e segredos era também a estrada por onde se podia partir à aventura, encontrar novos mundos, arranjar uma vida melhor.
Sunday

Ceuta, cidade no estreito Hercúleo, em frente de Gibraltar, foi uma das principais cidades no tempo dos Mouros, tanto em edifícios como em riqueza de mercadorias, que daqui partiam para toda a terra do Sertão. E estava em tanta prosperidade que quantos navios passassem pelo dito estreito, quer do Levante quer do Poente, tinham de amainar as velas, porque toda a nau que isto não fizesse as galés dos Mouros a seguiam e a tomavam.
(Valentim Fernandes, 1507 - adaptado)
(Valentim Fernandes, 1507 - adaptado)
El Hombre

D. João II
Lisboa, a 3 de Março de 1455) - (Alvor, a 25 de Outubro de 1495
( Está sepultado no Mosteiro da Batalha)
Filho de D. Afonso V, subiu ao trono em 1481, sendo certo que exercia já há alguns anos o poder de facto. Com efeito, as frequentes ausências do reino, por parte de D. Afonso V, põem-lhe nas mãos o governo do país.
Desde 1474 que dirigia a política atlântica, devendo-se à sua visão de governante, apesar de não ter ainda vinte anos, a instituição do mare clausum, princípio que estabelecia que o domínio dos mares estava ligado ao seu descobrimento. Na linha dessa política surge o tratado de Toledo de 1480, em que D. João II aceitando a partilha das terras do Atlântico pelo paralelo das Canárias, afasta a concorrência da Espanha em África e protege a mais tarde chamada rota do Cabo. Durante o seu reinado toda a costa ocidental da África foi navegada, dobrou-se o Cabo da Boa Esperança e preparou-se por terra com as viagens de Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, a viagem de Vasco da Gama à índia, a que o monarca já não assistiria. Em 1494, assina-se o tratado de Tordesilhas, dividindo-se a terra em duas zonas de influência, a atribuir a Portugal e à Espanha. Dentro da zona de influência portuguesa ficava o Brasil, o que permite supor que o monarca tinha conhecimento da existência dessas terras.
No plano interno, a acção de João II orientou-se no sentido da centralização e fortalecimento do poder real, tendo reprimido duramente as conjuras dos nobres e abatido o poder das grandes casas do reino. De 1481 a 1485, são mortos ou presos D. Fernando, duque de Bragança, D. Diogo, duque de Viseu, D. Gutierres Coutinho, D. Pedro de Ataíde, Isaac Abravanel, D. Afonso, conde de Faro, D. Fernão da Silveira, Diogo Lourenço, Afonso Vaz, D. Álvaro, filho do duque de Bragança, Aires Pinto, bacharel João Afonso e José Abravanel. Tinha em grande conta a opinião dos povos, mas o seu conceito da autoridade real leva-o a só reunir cortes quatro vezes, durante o seu reinado. Quanto às relações externas, a sua actividade foi no sentido de criar laços de concórdia com os vários reinos, talvez com o intuito de se libertar de problemas que pusessem em dificuldades a política de expansão ultramarina. Alimentou o sonho de uma futura «monarquia ibérica», tendo conseguido contratar o casamento de seu filho D. Afonso com a primogénita dos Reis Católicos. A morte do infante veio, no entanto, deitar por terra estes planos. Manteve uma actividade diplomática intensa com vários países europeus, sendo de destacar a embaixada de Vasco de Lucena, enviada a Roma em 1485.
A última fase do reinado de D. João II está marcada pelo problema da sucessão do trono. Com a morte do infante D. Afonso, procura o rei habilitar ao trono o bastardo D. Jorge. No seu testamento, todavia, nomeia seu sucessor D. Manuel, irmão da rainha. Morre no Algarve em 1495, aceitando alguns historiadores a hipótese de ter sido envenenado.
Ver mais em : http://www.arqnet.pt/
Saturday
S.Jorge da Mina

A feitoria na costa da Guiné marca a primeira tentativa da ocupação portuguesa na África. Construído com o pretexto de divulgar o cristianismo entre os povos africanos, o seu verdadeiro objectivo era garantir o escoamento da malagueta, do marfim e do ouro que para aí era enviado das ricas regiões auríferas do interior. E também organizar o lucrativo comércio de escravos. O forte de São Jorge da Mina (mandado construir por D. João II) para lá de todo o tráfico comercial que exercia, tornar-se-ia o primeiro entreposto de escravos da era moderna e o pólo a partir do qual os reinos de Benin e Daomé seriam dizimados. Começava aqui o reverso da medalha da epopeia dos descobrimentos. Milhões de escravos negros serão capturados, retirados de suas casas, arrancados à vida e vendidos como animais sem alma em terras por desbravar.
Vasco da Gama
A pequena armada de Vasco da Gama que tinha por missão o estabelecimento do caminho marítimo que deveria ligar a Europa à Índia era constituída inicialmente por quatro naus relativamente pequenas: São Rafael, São Gabriel, Bérrio e um navio de mantimentos. Destas embarcações, só a Bérrio e a São Gabriel chegaram a Lisboa, tendo as outras sido destruídas durante a longa viagem que durou mais de dois anos.

Ponte Vasco da Gama, Lisboa
A Prioridade Portuguesa: Os Conhecimentos Técnicos
Quadrante (permitia determinar a distância entre o ponto de partida e o lugar onde a embarcação se encontrava, baseado na altura da Estrela Polar)
A Caravela portuguesa deriva da longa tradição árabe das embarcações pesqueiras do sul do país (Algarve). O aperfeiçoamento deste tipo de embarcação resultou num novo e versátil tipo de navio, que proporcionou viagens mais rápidas a longa distância.No início do séc. XV começa a ser utilizada nas viagens marítimas dos Descobrimentos portugueses, sobretudo ao longo da costa africana. Eram navios ligeiros, rápidos, capazes de navegar em todas as águas e com todos os ventos. As suas velas triangulares, vela latina, permitiam-lhes bolinar, isto é, navegar com ventos contrários.
Friday
Subscribe to:
Posts (Atom)












