Friday

Objectivos de Aprendizagem



RevoluçãoIndustrial

Explicar a prioridade inglesa no arranque da Revolução Industrial.
Indicar e caracterizar os principais sectores de arranque da Revolução
Enumera alguns dos progressos técnicos verificados nesta altura.

Conhece e compreende as diferenças entre o regime de produção industrial e o anterior.


Conceitos:  Revolução Industrial, Produção em Série, Fábrica,

Materiais



Revoluções Liberais

Reconhecer a influência das ideias iluministas na eclosão das revoluções liberais
 
 
Explicar o conflito económico/político surgido entre a Inglaterra e as suas colónias da América após 1763.
 
 
Relacionar os princípios contidos na Declaração de Independência de 1776 e na Constituição de 1787 com a aplicação dos ideais iluministas.
 
 
Caracterizar a situação política, económica e social em França no século XVIII
 
 
Descrever as principais fases ou etapas da Revolução Francesa
 
 
Indicar as principais medidas tomadas pela Assembleia Constituinte
 
 
Descrever as alterações registadas pela Revolução Francesa quanto ao regime político e à sociedade
 
 
Conhecer o legado e a influência da Revolução Francesa no decurso da História.
 
 
Identificar os porquês e as condições da Revolução Liberal Portuguesa de 1820
 
 
Explicar a invasão de Portugal pelas tropas napoleónicas
 
 
Explicar a eclosão da guerra civil e conhecer o seu desenlace
 
 
Indicar as principais medidas tomadas por Mouzinho da Silveira



Conceitos


Marat

Saber Mais

Thursday

O Triunfo das Revoluções Liberais

Quadro Síntese

Perguntas & Respostas

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A Liberdade Guiando O Povo
Eugene Delacroix

P. Quais os motivos de descontentamento dos colonos americanos face à administração bri­tânica?
R. Os motivos foram: o regime de exclusivo im­posto pela Inglaterra, os impostos sobre o chá, o açúcar e o papel selado, a presença de um exército britânico financiado pelos colonos e as restrições ao fabrico de certos produtos e à co­lonização a leste do Mississipi.

P. Qual o papel de George Washington na luta pela liberdade das colónias?
R. George Washington era o comandante – chefe do exército americano.

P. Quais os ideais iluministas consagrados na Constituição Americana?
R. Os ideais iluministas que estão presentes na Constituição Americana são: a divisão tripartida dos poderes, a soberania da Nação expressa através do voto, a liberdade, etc.

P. Quais as características mais marcantes da sociedade francesa do Antigo Regime?
R. Grandes desigualdades sociais entre as ordens pri­vilegiadas (clero e nobreza) e as não privilegiadas (terceiro estado). Sobre o terceiro estado pesava a obrigação de sustentar a sociedade e pagar im­postos. A burguesia, pertencente a este estado, mas muito mais rica do que a generalidade dos seus restantes membros, via bloqueada a possibili­dade de realizar as suas aspirações políticas.

P. Qual o acontecimento que desencadeou a Revolução Francesa?
R. Após a abertura dos Estados Gerais, não se che­gou a acordo quanto ao método de votação. O terceiro estado defendia o voto por cabeça mas o clero e a nobreza defendiam o tradicional voto por ordem. Os representantes do terceiro estado acabaram por constituir-se em Assembleia Nacio­nal com o propósito de elaborar uma Constitui­ção. Depois, os acontecimentos precipitaram-se.

P. Como chegou Napoleão ao Poder?
R. Em 1799, o general Napoleão Bonaparte lide­rou um golpe de estado e instaurou um novo regime, o Consulado.

P. Quais foram as principais conquistas da Re­volução Francesa?
R. A defesa de princípios como: a soberania da Na­ção, expressa através do voto dos cidadãos; a igualdade de direitos; a liberdade individual; o respeito pela propriedade; a livre concorrência; etc.

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

26 de agosto de 1789
Por toda a parte as ideias revolucionárias foram aplicadas. Às pretensões da monarquia e dos poderes hereditários, opôs-se a soberania do povo. Para substituir o súbdito, os revolucionários conside­ram o cidadão: reclamaram a liberdade de pensamento, de expressão, de religião, de associação [...].
Robert Palmer, 1789 - As Revoluções da Liberdade e da Igualdade
Escreve um texto com a tua opinião sobre a herança da Revolução Francesa

Cronologia


Antecedentes da Revolução

A esta classe camponesa, tão útil (...) pelo seu trabalho, a propriedade de nada serve: os rendimentos da terra são devorados pelos impostos (...); o cavador, coberto pelos farrapos da miséria, só tem para se deitar um leito de palha e, por alimento, um pão grosseiro que, quantas vezes, apenas pode molhar nas suas lágrimas. Nem na infância conhece repouso: cavador aos sete anos, decrépito aos trinta, é esta a sua triste sorte.
Caderno de Queixas do Terceiro Estado de Poitiers, 1789

Cronologia da Revolução




Cronologia I


Cronologia II


Wednesday

Consequências da Revolução Industrial


A Revolução Industrial


Explica, num texto curto, o arranque da Revolução Industrial na Inglaterra

OS RECURSOS NATURAIS DA INGLATERRA




Não é que os outros países da Europa não tenham carvão, mas não po­dem utilizá-lo porque as montanhas impedem o seu transporte. Em In­glaterra, pelo contrário, as minas de hulha são fáceis de explorar e en­contram-se perto do mar ou dos rios. A Natureza dotou a Inglaterra com meios de comunicação extremamente fáceis e pouco dispendiosos. As fracas diferenças de nível entre os cursos de água permitiram com­pletá-los com um sistema de canais. São estas vantagens que tornaram a hulha uma verdadeira riqueza para o país.

Inquérito do Parlamento Inglês

Monday




Define Iluminismo.

Enumera as principais ideias defendidas pelos pensadores e intelectuais iluministas.

Indica os meios de difusão dessas ideias.

Identifica os principais iluministas e suas obras.

Mostra como se integrou Portugal no movimento Iluminista Europeu

Define o conceito Estrangeirado.

Conceitos: Iluminismo, racionalismo, Soberania Popular, Separação dos poderes, estrangeirado

Indica as principais transformações económicas e demográficas verificadas na Europa, nos sécs. XVII e XVIII.

Indica factores que estiveram na origem da Revolução Agrícola inglesa.

Explica o aumento demográfico Inglês e europeu no séc XVIII



Materiais




Saturday





P- 0 que significa «revolução agrícola»?
R. A revolução agrícola consistiu num conjunto de transformações muito significativas e profundas na agricultura inglesa.

P- Quais os factores político-económicos res­ponsáveis pelo desenvolvimento da agricul­tura inglesa no século XVIII?
R. Os factores político-económicos responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura inglesa no século XVIII foram o sistema parlamentar favorá­vel à livre iniciativa e os investimentos dos lu­cros do comércio colonial na agricultura.

P- Qual a importância das enclosures para o pro­cesso de transformação da agricultura?
R. As enclosures contribuíram para a preservação dos pastos e para uma maior rentabilidade das explorações agro-pecuárias. Nelas foi possível fazer experiências agrícolas de grande sucesso, nomeadamente ao nível da produtividade dos solos e do aperfeiçoamento de raças animais.

P- Quais foram as técnicas agrícolas desenvolvi­das na época?
R. Resumidamente, podemos referir os campos cer­cados (enclosures); o afolhamento quadrienal; os arroteamentos e as drenagens; o apuramento de raças animais e de sementes; o aperfeiçoamento/ invenção de alfaias e máquinas; a introdução de novas plantas e a adubação.

P- 0 desenvolvimento agrícola foi um fenómeno generalizado na Europa?
R. Não. Ele apenas se fez sentir, nesta fase, nos Países Baixos e, sobretudo, na Inglaterra.

P- Quais foram as consequências do aumento da produtividade dos solos?
R. O aumento da produtividade dos solos contribuiu para um aumento da produção de alimentos e, consequentemente, contribuiu também para a diminuição das fomes e da mortalidade, e para a obtenção de matérias-primas, capitais e mão-de­-obra potencialmente disponíveis para outros sec­tores de actividade, como a indústria.

P- Quais as consequências demográficas positi­vas, resultantes dos progressos verificados na alimentação?
R. As consequências positivas foram: a diminuição das fomes e das epidemias e a forte redução das taxas de mortalidade. Globalmente, houve uma melhoria da qualidade de vida das pessoas.

P- Quais as consequências da revolução demo­gráfica na segunda metade do século XVIII?
R. As consequências foram múltiplas. Deu-se um re­juvenescimento da população; um considerável aumento da esperança de vida das pessoas; um forte crescimento urbano e um forte êxodo rural. Com as pessoas cresce o consumo e os mercados alargam-se.

Sunday

Música para acompanhar o estudo e ter boa nota na ficha de avaliação (experimentem ouvir que resulta)

O peso da agricultura

A economia de Antigo Regime foi uma economia predominan­temente agrícola . A grande maioria da população portuguesa vivia da agricultura e foram essencialmente os produtos agrícolas que alimentaram a actividade mercantil que então se desenvolvia.
Centrada na produção de cereais e do vinho, a agricultura da primeira metade do século XVIII era ainda bastante atrasada. Para além do arcaísmo das técnicas agrícolas, em que ainda se utiliza­vam instrumentos de madeira(só as pontas eram de ferro) e o sistema de pousio, também o regime de propriedade dificultava os investimentos na agricul­tura e não era compensador.
Ao concentrar a posse da terra nas mãos do rei, da nobreza e do clero, o regime de propriedade fomentava o absen­tismo dos seus proprietários. Por outro lado, a organização terri­torial em senhorios fazia com que os camponeses estivessem sujeitos a pesados tributos, o que desmotivava qualquer esforço em ordem a uma maior produtividade.
Vivendo de uma agricultura tecnicamente atrasada, as popula­ções europeias estavam sujeitas aos efeitos dos maus anos agríco­las. As crises cerealíferas daí resultantes originavam, por sua vez, as fomes e as quebras demográficas típicas da sociedade de Antigo Regime.



Mercantilismo- Esquema Conceptual

Mercantilismo


Da crise comercial às primeiras medidas mercantilistas


Na segunda metade do século XVII, Portugal passou por uma grave crise económico-financeira:

- concorrência das novas potências coloniais aos nossos produtos brasileiros
- ataques holandeses às nossas coló­nias,
- gastos com as guerras da Restauração (28 anos)

Para superar a crise comercial, D. Luís de Meneses, conde de Ericeira, autor da «História de Portugal Restaurado» que havia sido General nas Guerras da Restauração, ministro da Fazenda de D. Pedro II, pôs em prática uma nova política económica que alguns países europeus tinham posto já em prática e cujo principal objectivo era a acu­mulação de metais preciosos nos cofres do Estado: o mercantilismo. Criou novas manufacturas, desenvolveu outras já exis­tentes, recrutou artífices especializados do estrangeiro e publicou as célebres pragmáticas (leis proteccionistas que proibiam a importação de certos artigos estrangeiros com o objectivo de desenvolver a produção nacional)
D. Luís de Meneses, 3º Conde da Ericeira

Conceitos


Balança comercial - conjunto das transacções de bens e serviços que um país realiza com outros países num determinado período. Se o valor das exportações é superior ao das importações, diz-se que a balança comercial é favorável, isto é, o seu saldo é positivo; se se verifica o contrário, o seu saldo é negativo.

Mercantilismo - doutrina económica que vigorou na Europa dos séculos XVI e XVII, segundo a qual a riqueza dos Estados consistia na maior acumu­lação possível de ouro e prata. A preocupação essencial dos governantes deveria ser a de evitar que os metais preciosos saíssem do país, man­tendo uma balança comercial favorável isto é , as exportações deveriam pesar mais que as importações.

Proteccionismo - conjunto de medidas adoptadas por um Estado para proteger os produtos nacio­nais face à concorrência dos produtos estrangei­ros (em geral, através da aplicação de taxas alfandegárias).

Tradição e Inovação






Saturday

O comércio triangular

Sorvedouros do Erá­rio Público

Calecut, Séc XVI



Eram três os grandes sorvedouros do erá­rio público: a Índia, a Corte e o Norte de África.
Era da índia que vinha toda a riqueza e por isso toda a despesa era justificável. A espe­ciaria continuava a chegar em grande quanti­dade, era verdade, mas o esforço militar para garantir as transacções absorvia parte consi­derável dos lucros. A indisciplina, os abusos e a corrupção dos funcionários atingiam limites nunca vistos. Alguns apoderavam-se de canhões para armarem navios nos quais se dedicavam a negócios por conta própria.De Ormuz a Malaca as revoltas eram cons­tantes e, apesar dos conselhos, na Corte pre­valecia o plano do domínio militar apoiado em sólidas fortalezas. Por outro lado, os Muçulmanos haviam já recuperado a sua tradicional actividade no Oriente e, através das rotas do Levante, forne­ciam de especiarias os mercadores europeus. Portugal perdera já o monopólio deste comércio. Se a tudo isto somarmos os naufrágios e os ataques dos piratas, percebe-se melhor a diminuição progressiva da quantidade das naus que faziam a rota do Cabo, com a con­sequente perda de lucros por parte da Coroa e dos particulares.