Alguns olham para coisas que existem e perguntam "porquê?". Eu sonho com coisas que nunca existiram e pergunto " por que não? George Bernard Shaw
Wednesday
Objectivos de Aprendizagem
Localizar os principais focos de difusão cultural nos séculos XV e XVI.
Explicar as condições que favoreceram o surgimento do Renascimento na Itália.
Compreender os conceitos: Dogmatismo, Renascimento, Espírito Crítico, Antropocentrismo, Individualismo, Humanismo, Reforma, Protestantismo
Descrever as características do Humanismo renascentista.
Caracterizar a nova mentalidade do homem renascentista
Compreender a importância da imprensa na divulgação dos novos valores e atitudes no campo do pensamento e da literatura.
Identificar as principais figuras do humanismo e da literatura renascentista europeia e algumas das respectivas obras.
Relacionar o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza com o espírito crítico renascentista e com as grandes viagens marítimas.
Mencionar os progressos do conhecimento nos séculos XV e XVI.
Caracterizar genericamente a arte renascentista.
Salientar o carácter inovador e a riqueza formal dessa arte.
Reconhecer a originalidade da arte manuelina.
Descrever as condições e factores da Reforma Protestante.
Destacar os princípios fundamentais em que divergem Católicos e Protestantes.
Distinguir na resposta da Igreja Católica ao Protestantismo uma dupla acção de Reforma e de Contra-Reforma.
Destacar as principais medidas tomadas pela Contra-Reforma.
Avaliar a acção da Contra-Reforma na Península Ibérica.
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Wednesday
(Altar da Catedral de Saint Bavon, Gand)
1432
RETÁBULO DO CORDEIRO MÍSTICO (ABERTO), 3,50 x 4,61 m(Altar da Catedral de Saint Bavon, Gand)
1432
O tríptico pintado por Jan Van Eyck , também conhecido por "O Cordeiro Místico" é uma das peças mais emblemáticas e famosas da Renascença do norte da Europa. Aqui podes vê-lo em pormenor .
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Thursday
OPINIÃO DE UM FILÓSOFO ALEMÃO SOBRE A REVOLUÇÃO FRANCESA
La liberté guidant le peuple (1830)
A Revolução Francesa é um acontecimento demasiado ligado aos interesses da Humanidade e cuja influência se espalhou de tal maneira por todas as partes do mundo, para que não venha à memória dos povos, ao mínimo sinal de circunstâncias favoráveis, para os estimular a novas tentativas do mesmo género.
E. Kant, Projecto de Paz Perpétua (1795)
Árvore da Liberdade
Calendário Revolucionário
Para marcar bem que uma nova era havia começado, os revolucionários franceses aboliram o tradicional calendário gregoriano e apresentaram um novo calendário. Instituído em 1792, compunha-se de 12 meses de 3 dias, distribuídos em três décadas. O dia foi dividido em 10 horas de 100 minutos, cada minuto com 100 segundos. Aos 360 dias acrescentava-se, anualmente, 5 dias complementares, e um sexto a cada quadriénio. Os nomes dos meses eram inspirados nos aspectos das estações na França:
Vendémiaire-----setembro-outubro
Brumaire-----outubro-novembro
Frimaire-----novembro-dezembro
Nivôse-----dezembro-janeiro
Pluviôse-----janeiro-fevereiro
Ventôse-----fevereiro-março
Germinal-----março-abril
Floréal-----abril-maio
Prairial-----maio-junho
Messidor-----junho-julho
Thermidor-----julho-agosto
Fructidor-----agosto-setembro
Brumaire-----outubro-novembro
Frimaire-----novembro-dezembro
Nivôse-----dezembro-janeiro
Pluviôse-----janeiro-fevereiro
Ventôse-----fevereiro-março
Germinal-----março-abril
Floréal-----abril-maio
Prairial-----maio-junho
Messidor-----junho-julho
Thermidor-----julho-agosto
Fructidor-----agosto-setembro
Este calendário vigorou de 22/9/1792 a 1/1/1806, quando Napoleão I ordenou o restabelecimento do calendário gregoriano. Foi recuperado anos mais tarde durante a Comuna de Paris em 1871.
Monday
Galileu
Galileu descobriu as leis da queda dos corpos. Hoje, conhecemos as leis da queda dos corpos e achamo-las naturais. Há três séculos e meio, os cientistas ficaram chocados quando Galileu declarou que uma pedra pesada e uma pedra leve caíam com velocidades iguais. Dois mil anos antes, Aristóteles tinha afirmado que uma pedra de 2 quilos cairia duas vezes mais depressa que uma pedra de um quilo. Os outros professores da Universidade de Pisa, onde Galileu leccionava, mantinham que como Aristóteles era sábio e bom, ninguém devia duvidar dos seus ensinamentos. Galileu insistiu calorosamente em que os homens deveriam acreditar no que viam.
Convenceu os professores a acompanhar as suas experiências e levou-os à torre inclinada de Pisa. Aí, deixou cair uma grande pedra juntamente com outra pequena do balcão mais alto da torre. As pedras chegaram juntas ao solo e o "seu impacto soou como o toque de finados da autoridade pela fama” em Física. Desde então, aprendemos a apoiar-nos cada vez mais na experiência e a fazer experiências para descobrir a verdade. A experiência de Galileu marca o nascimento da Física moderna.
EXPERIMENTAR PARA SABER
Existem apenas dois caminhos para chegar ao conhecimento. O primeiro parte das sensações e dos fenómenos particulares e tenta chegar de uma só vez aos princípios ou leis gerais. O segundo parte igualmente da observação de fenómenos particulares mas percorre o caminho muito mais lentamente, numa marcha gradual, sem saltar qualquer degrau, até chegar a conclusões gerais. Este último é o único método verdadeiramente eficaz e nunca foi praticado até hoje. [...]
A forma de fazer efectivamente avançar as ciências é realizar inúmeras experiências [...] indispensáveis para descobrir as causas dos fenómenos e as suas leis gerais. [...] As descobertas científicas só devem ser aceites se forem relatadas por escrito e se tiverem seguido este método.
Francis Bacon, Novum Organum (1620)
Poema para Galileo
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste. Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar - que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça sem a menor hesitação
que os corpos caem tanto mais depressa quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
Com a mesma rapidez que um botão de camisa ou
que um seixo da praia? Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se estivesse tornando num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas - parece-me que estou a vê-las-,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
que era tudo tal e qual conforme suas eminências desejaram,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu
pensamento livre e calma, aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai, Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores
deste pequeno mundo que assim mesmo, empertigados nos seus
cadeirões de braços, andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisavam de
sofrer, homens ditosos a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos, enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas, foram caindo,
caindo caindo caindo
caindo sempre,
e sempre
ininterruptamente,
na razão directa dos quadrados dos tempos.
ANTÓNIO GEDEÃO, Obra Poética
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3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 D3 4R314.
(Enviado por e-mail)
Saturday
Monday
O duque de Urbino, entre várias coisas louváveis, edificou um palácio, o mais belo de toda a Itália, no dizer dos conhecedores. Encheu-o não apenas daquilo que se usa habitualmente, como por exemplo taças de prata, ricos cortinados de seda e de ouro, e outro mobiliário semelhante, mas também ali reuniu uma infinidade de estátuas antigas, de mármore e de bronze, as pinturas mais célebres, e uma grande quantidade de instrumentos de música; e não quis ali senão as coisas raras e belas. Em seguida, com grandes despesas, juntou um grande número de excelentes livros, gregos, latinos e hebraicos, considerando que ali estava a inestimável pérola do seu vasto palácio.
Baltazar Castiglione, O Cortesão (1528)
Friday

Mar tenebroso
O rugido da vagas batendo contra os penhascos ouve-se a muitas milhas de distância. Quando sopram os ventos de oeste, a altura das ondas na costa pode exceder 15 m. De Outubro a Abril são vulgares os nevoeiros espessos. Para um marinheiro medieval, com longa prática de escutar todo o género de narrativas fabulosas sobre o Mar Tenebroso e o fim do Mundo, essa linha de costa traiçoeira e deserta anunciava sem dúvida alguma o limite da navegação possível. O longo promontório do cabo Bojador, penetrando com profundidade no mar, mostrava claramente onde se encontrava a barreira. Quem ousaria passar além?
A. H. de Oliveira Marques, História de Portugal,
Thursday
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno e para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano ensinam estas Quinas, que aqui vês, que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português.
Escravatura
A escravatura e o tráfico de escravos não são apenas uma página negra que a Europa escreveu a partir do séc.XVI e até finais do séc. XIX. São uma realidade escondidada que persiste e resiste a todo o progresso e civilização que, de então para cá, a humanidade foi construindo. Escravos dos dias de hoje podem ser encontrados no Sudão, na Índia, no Haiti ou no Sul do Paquistão, para apenas mencionar alguns. De Acordo com a Anti-Slavery International , a mais antiga organização dos direitos humanos, são cerca de 20 milhões de seres humanos privados de quaisquer direitos ou dignidade. Milhões deles têm a tua idade.
O Domínio Português no OrienteQue toda a nossa força esteja no mar. Desistamos de nos apropriar da terra. As tradições antigas de conquista e um império construído sobre reinos tão distantes não convém.
Com as nossas esquadras teremos seguro o mar e protegidos os indígenas, em cujo nome reinaremos de facto sobre a Índia; e se o que queremos são os produtos dela, o nosso império marítimo assegurará o monopólio português, contra o Turco e o Veneziano.
(Carta de D. Francisco de Almeida ao rei D. Manuel I, 1508 - adaptado) .
Com as nossas esquadras teremos seguro o mar e protegidos os indígenas, em cujo nome reinaremos de facto sobre a Índia; e se o que queremos são os produtos dela, o nosso império marítimo assegurará o monopólio português, contra o Turco e o Veneziano.
(Carta de D. Francisco de Almeida ao rei D. Manuel I, 1508 - adaptado) .
E portanto digo, Senhor , que aguenteis o feito da Índia muito firmemente com gente e armas, e que vos façais forte nela e segureis vosso comércio e vossas feitorias, e que arranqueis as riquezas e o comércio da Índia das mãos dos Mouros, e isto com boas fortalezas, ganhando os lugares principais deste negócio aos Mouros.
(Carta de D. Afonso de Albuquerque ao rei D. Manuel I,1510- adaptado)
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