Showing posts with label Renascimento. Show all posts
Showing posts with label Renascimento. Show all posts

Thursday

Objectivos de Aprendizagem




Resultado de imagem para renascimento




Localizar os principais focos de difusão cultural nos séculos XV e XVI.

Explicar as condições que favoreceram o surgimento do Renascimento na Itália.

Caracterizar a nova mentalidade do homem renascentista em oposição à mentalidade medieval

Descrever as características do Humanismo renascentista.

Compreender a importância da imprensa na divulgação dos novos valores e atitudes no campo do pensamento e da literatura.

Identificar as principais figuras do humanismo e da literatura renascentista europeia e algumas
das respectivas obras.

Relacionar o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza com o espírito crítico renascentista e com as grandes viagens marítimas.

Mencionar os progressos do conhecimento nos séculos XV e XVI.

Caracterizar a arte renascentista ( arquitectura, escultura e pintura) identificando autores e obras.

Definir Reforma e Contra-reforma.

Explicar as causas e a origem da contestação à Igreja Católica

Apontar diferenças entre o pensamento católico e as propostas dos contestatários (Lutero e Calvino) .

Explicar em que consistiu a Contra-Reforma

Apontar as principais medidas tomadas pela Igreja Católica para fazer face ao avanço do protestantismo.

Avaliar o impacto ou os efeitos da Inquisição e do Index no desenvolvimento da Ciência peninsular



Materiais de Apoio

Antropocentrismo

 Albretch Dürer
Auto-Retrato (1500)
Até finais do século XV, o Homem considerava a vida espiritual e os problemas religiosos como o centro de todos os seus interesses. Contudo, nos últimos tempos da Idade Média surgiu uma nova mentalidade e um novo ideal de vida. Primeiramente em Itália e de­pois nos outros países da Europa, os intelectuais começaram a ma­nifestar uma atitude nova face ao mundo. Então, o Homem colo­cou-se como centro do mundo, isto é, começou a reflectir sobre si e os seus problemas. A esta visão mais ampla do Homem e do seu lugar no mundo damos o nome de antropocentrismo. Esta nova crença nas capacidades do Homem e nas suas reali­zações levou, nos séculos XV e XVI, a uma profunda mudança nas letras, artes, ciências e em todas as formas de pensamento.

Síntese Esquemática

Leonardo da Vinci, A Batalha de Anghiari (detalhe), 1503-05




UMA SOCIEDADE IDEAL

A Ilha da Utopia



- Caro More, na Utopia a administração difunde os seus benefícios por todas as classes de cidadãos. O mérito é ali recompensado. A riqueza nacional encontra­-se tão igualmente repartida que cada indivíduo goza com abundância de todos os confortos da vida. [...] Se tivésseis estado na Utopia, como eu, que ali passei cinco anos da minha vida, [...] veríeis que em nenhuma outra parte existe sociedade tão perfeitamente organizada.

Thomas More, Utopia (1516)



[Thomas More, dirigindo-se ao rei:] - Acabai com o crime e com a miséria na Inglaterra. […] Ponde freio ao avaro egoísmo dos ricos [...]. Que para vós deixe de haver ociosos! Dai à agricultura grande desenvolvimento, criai manu­facturas de lã e outros ramos de indústria [...]. Se não dais remédio aos males que vos aponto, não me elogieis a vossa justiça: não passa de uma mentira feroz e estúpida. Abandonais milhares de jovens aos péssimos efeitos de uma educação viciosa e imoral. [...] Que fazeis deles então? Ladrões, para terdes o prazer de os enforcar depois.

Thomas More, Utopia (1516)

Uma Nova Era


No século XV, a base dos conhecimentos relativos ao Univer­so, à Natureza e ao próprio Homem eram ainda as obras da An­tiguidade greco-romana, principalmente do filósofo Aristóte­les, do geógrafo Ptolomeu e do médico Galeno. No entanto, a autoridade dos sábios greco-romanos e a ad­miração pela Antiguidade não impediram o aparecimento de uma atitude crítica quanto ao saber herdado. Não se tratava de rejeitar os conhecimentos recebidos da Antiguidade, mas de os sujeitar a uma reflexão crítica.
Desenvolveu-se a ideia de que todo o conhecimento tinha que ser confirmado pela experiência e pela razão. Para Leonardo da Vinci, por exemplo, o saber devia resultar da observação da Natureza e só se tornava verdadeiramente vá­lido depois de ser interpretado racionalmente.
Em todo este processo de crítica ao saber tradicional e de procura de um conhecimento alicerçado na experiência, de­sempenharam um importante papel os portugueses, através das viagens de descobrimento. Geógrafos como Duarte Pacheco Pereira e D. João de Castro, matemáticos como Pedro Nunes e botânicos como Garcia de Orta deram um contributo decisivo para o avanço do conhecimento.
Contextualizar

Os Humanistas
Ghirlandaio, Os Filósofos
Os humanistas, eram, em termos gerais, estudiosos da cultura clássica antiga. Alguns estavam ligados à Igreja, outros eram artistas ou historiadores, independentes ou protegidos por mecenas. Acabaram por situar o homem como senhor de seu próprio destino, dotado de "livre arbítrio" (capacidade de decisão sobre a própria vida) e elegeram-no como a razão de todo conhecimento, estabelecendo, para ele, um papel de destaque no processo universal e histórico. Passa a interessar-se mais pelo saber , convivendo com a palavra escrita. Adquire novas ideias e outras culturas como a grega e a latina mas, sobretudo , percebe-se capaz , importante e criador . Afasta-se do teocentrismo, assumindo , lentamente , um comportamento baseado no antropocentrismo . De uma postura religiosa e mística, o homem passa para uma posição racionalista, crítica e individualista que lenta e gradualmente, vai minando a estrutura e o espírito medievais .
O Humanismo funcionará como um período de transição entre estas duas atitudes .

O Nascimento do Mundo Moderno

O Nascimento de Vénus
Sandro Botticelli
Concebendo o homem como centro do Universo e defendendo a sua valori­zação e dignificação, o movimento de renovação cultural dos séculos XV e XVI apelou para novos valores: o individua­lismo, o espírito crítico, a tolerância e a curiosidade científica. Embora de forma lenta e inicialmente muito localizada, uma nova mentalidade se impôs nos meios culturais europeus - a mentali­dade renascentista.

Os Novos Caminhos do Conhecimento


A Escola de Atenas (1511)
Rafael Sanzio

O mundo volta a si como se despertasse de um grande sono. Todavia, há ainda certas pessoas que resistem com furor, agarrando-se, de pés e mãos, à sua antiga ignorância. Temem que, se as letras antigas renasce­rem e o mundo se tornar culto, venha a demonstrar-se que não sabiam nada. Ignoram até que ponto os antigos foram sábios, que grandes qualidades possuiam Sócrates, Virgilio, Horácio e Plutarco.
Ignoram que a história da Antiguidade é rica em exemplos de verdadeira sabedoria.

Erasmo de Roterdão, Cartas (1527)
O Homem, um Ser Livre
Disse Deus ao homem: coloquei-te no centro do mundo, para que possas olhar à tua volta, e ver o que o mundo contém. Não te fiz celestial nem terreno, mortal nem imortal: poderás tu próprio escolher o teu caminho. Pela tua vontade podes tornar-te em bruto irracional ou podes alcançar uma elevada perfeição quase divina.


(Pico della Mirandola, A Dignidade do Homem, 1486 )
A Formação da Mentalidade Moderna


No centro da transformação intelectual renascentista encontra-se a passagem de uma mentalidade teocêntrica, isto é, que colocava Deus no centro da reflexão humana, para uma mentalidade antropocêntrica que tinha o homem como centro da sua reflexão e preocupação. Esta proposta correspondia a um reconhecimento e a uma crença optimista nas capacidades e no valor do ser humano, contrapondo-se à visão medieval do mundo.
A Arte de Imprimir

Antes de Gutenberg criar a imprensa com caracteres móveis (1455), já se utiliza­vam no Ocidente algumas técnicas de impressão. Gravava-se o texto e os de­senhos em pranchas de madeira que, depois de receberem tinta, eram com­primidas sobre o papel. Este sistema, que era chamado de xilografia (xylon, em grego, significa madeira) no entanto, já era utilizado na China desde há muito.
O processo criado por Gutenberg reve­lou-se menos trabalhoso e mais eco­nómico e eficiente que a xilografia. As letras móveis, feitas de chumbo, po­diam sempre ser usadas em novos textos.
O 1º livro a ser impresso foi a Biblia e demorou cerca de cinco anos (1455-1460) . Em bre­ve a arte de imprimir se espalhou pela Europa. Em Portugal começaram a ser impressos livros ainda na segunda me­tade do século XV.
A invenção de Gutenberg é uma ds grandes conquistas da Humanidade.Para teres uma idéia do êxito e da importância da imprensa lembra-te que, em meados do século XV, o conjunto de todos os livros (ma­nuscritos) existentes na Europa não ultrapassaria os dez mil e que, passados apenas cinquenta anos, havia cerca de 10 milhões de livros impressos.
O grande escritor francês Victor Hugo, disse dela no séc XIX:
"A invenção da imprensa é o maior acontecimento da história. É a revolução mãe... é o pensamento humano que larga uma forma e veste outra... é a completa e definitiva mudança de pele dessa serpente diabólica, que, desde Adão, representa a inteligência."

TPC à distância

A Itália, Berço do Renascimento
Com base no esquema escreve um pequeno texto onde explicites a origem italiana do movimento cultural que foi o Renascimento

Síntese Esquemática


Renascimento- Tópicos de Estudo


Tópicos de Estudo


UM HUMANISTA CRITICA A SOCIEDADE DO SEU TEMPO

Archimboldo


Se alguém julgar que falo com mais atrevimento do que verdade, venha inspeccionar comigo as vidas humanas [...]. Este mete no ventre tudo quanto ganha e, poucos dias depois, passa fome. Aquele não vê a felicidade senão no sono e no ócio. […] Os negociantes mentem, roubam, defraudam, enganam e consideram-se pessoas muito im­portantes porque andam com os dedos cheios de anéis de ouro. [...] Se alguém pudesse observar os mortais a partir da Lua, julgaria ver milhares de moscas e de mos­quitos envolvidos em rixas, guerras, maquinações, rapi­nas, enganos [...].
Os reis e os príncipes não escutam senão os que lhes di­zem coisas agradáveis […] Julgam executar inteiramen­te as funções régias se vão com frequência à caça […] e se inventam diariamente novas maneiras de diminuir a riqueza dos cidadãos e de aumentar a sua, por meio do fisco [...].
E que direi dos cortesãos? Nada há mais rasteiro, mais servil, mais hipócrita, mais abjecto que esses homens que se consideram os primeiros de todos [...]. Dormem até ao meio-dia; mal saídos do leito, ouvem missa, que para eles reza um padre mercenário. Mal acabado o almoço, logo os chamam para o jantar. Depois, são os dados, o xadrez, os torneios, os adivinhos, os bobos, as amantes, os divertimentos, as chalaças [...]. E, deste modo, sem receio do tédio da vida, passam as horas, os dias, os me­ses, os anos, os séculos.


Erasmo de Roterdão, Elogio da Loucura (1511)

Friday

Objectivos de Aprendizagem


A Criação de Adão (detalhe)
M. Ângelo, Capela Sistina


Localizar os principais focos de difusão cultural nos séculos XV e XVI.

Explicar as condições que favoreceram o surgimento do Renascimento na Itália.

Caracterizar a nova mentalidade do homem renascentista em oposição à mentalidade medieval

Descrever as características do Humanismo renascentista.

Compreender a importância da imprensa na divulgação dos novos valores e atitudes no campo do pensamento e da literatura.

Identificar as principais figuras do humanismo e da literatura renascentista europeia e algumas
das respectivas obras.

Relacionar o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza com o espírito crítico renascentista e com as grandes viagens marítimas.

Mencionar os progressos do conhecimento nos séculos XV e XVI.


Friday

Perguntas e Respostas

Tal como os esquemas conceptuais, estas "perguntas e respostas"  não são a solução milagrosa para teres boa nota na avaliação. Mas podem ajudar.