Alguns olham para coisas que existem e perguntam "porquê?". Eu sonho com coisas que nunca existiram e pergunto " por que não? George Bernard Shaw
Thursday
Friday
Metas de Aprendizagem

Indicar os motivos da crise do Império português a partir da segunda metade do século XVI.
Descrever os factores que estiveram na origem da perda de independência portuguesa em 1580
Relacionar a crise do Império espanhol e as suas repercussões em Portugal em termos de descontentamento face ao seu domínio.
Relacionar o incumprimento das promessas feitas por Filipe I, nas cortes de Tomar, pelos seus sucessores com o crescente descontentamento dos vários grupos sociais portugueses.
Descrever os principais acontecimentos da Restauração da independência de Portugal no 1.º de Dezembro de 1640.
Conhecer e compreender a afirmação política e económica da Holanda e da Inglaterra,nos séculos XVII e XVIII
Tuesday
Monday
Conceitos

Mare liberum - no século XVII o poderio de Portugal e da Espanha decaiu e os países do Norte da Europa entraram na concorrência do comércio colonial e, consequentemente, da navegação nos mares: a teoria do mare liberum (mar livre) venceu a do mare clausum; o monopólio ibérico definido no Tratado de Tordesilhas foi substituído pela concorrência dos mares.
Companhias de comércio - grandes sociedades comerciais, geralmente com muitos sócios e com vultoso capital, constituídas nos séculos XVII e XVIII, para praticar o grande comércio ultramarino (das especiarias, do açúcar, dos escravos.. .). Um dos sócios podia ser o Estado.
Bolsa - estabelecimento oficial onde se reúnem homens de negócios ou seus representantes para comprar e vender títulos de crédito (acções).
Banco - estabelecimento de carácter financeiro onde se realizam operações de depósito, câmbio, desconto ou empréstimo, e, em alguns casos, emissão (de notas).
Acumulação de capitais - elemento motor do sistema capitalista, que visa a criação de condições que permitem o aumento ininterrupto do capital das empresas de modo a alcançar um acréscimo de produção através do reinvestimento.
Capitalismo comercial - sistema económico através do qual os lucros obtidos por meio de actividade mercantil eram novamente reinvestidos proporcionando novos lucros (as mais-valias).
Companhias de comércio - grandes sociedades comerciais, geralmente com muitos sócios e com vultoso capital, constituídas nos séculos XVII e XVIII, para praticar o grande comércio ultramarino (das especiarias, do açúcar, dos escravos.. .). Um dos sócios podia ser o Estado.
Bolsa - estabelecimento oficial onde se reúnem homens de negócios ou seus representantes para comprar e vender títulos de crédito (acções).
Banco - estabelecimento de carácter financeiro onde se realizam operações de depósito, câmbio, desconto ou empréstimo, e, em alguns casos, emissão (de notas).
Acumulação de capitais - elemento motor do sistema capitalista, que visa a criação de condições que permitem o aumento ininterrupto do capital das empresas de modo a alcançar um acréscimo de produção através do reinvestimento.
Capitalismo comercial - sistema económico através do qual os lucros obtidos por meio de actividade mercantil eram novamente reinvestidos proporcionando novos lucros (as mais-valias).
Saturday
Objectivos de Aprendizagem

Situar no espaço e no tempo os acontecimentos
Explicar as causas e a origem da contestação à Igreja Católica
Compreender o papel do ambiente renascentista para a eclosão da Reforma Protestante
Apontar diferenças entre o pensamento católico e as propostas dos contestatários (Lutero e Calvino) .
Explicar em que consistiu a Contra-Reforma
Apontar as principais medidas tomadas pela Igreja Católica para fazer face ao avanço do protestantismo
Reconhecer o impacto da atuação da
Inquisição em Portugal, ao nível da produção cultural e científica, da difusão de ideias e
controle dos comportamentos.
Conceitos
Reforma
Contra-Reforma
Indulgências
Inquisição
Index
Cristãos-Novos
Materiais de Apoio
Friday
O Iluminismo na Europa e em Portugal- Objectivos de Aprendizagem

Caracterizar a arte e a mentalidade barrocas
Conhecer e identificar autores e obras do barroco internacional e português ( Escultura, arquitectura e pintura)
Explicar e descrever o método científico
Conhecer alguns dos avanços científicos do séc XVII-XVIII
Identificar e explicar as principais resistências aos avanços científicos em Portugal nos séc XVI-XVII
Identificar os principais iluministas, suas ideias e obras.
Mostrar como se integrou Portugal no movimento Iluminista Europeu
Definir o conceito de Estrangeirado.
Descrever as reformas pombalinas no ensino em Portugal
Conhecer os principais iluministas/estrangeirados portugueses.
Conceitos: Iluminismo, racionalismo, Soberania Popular, Separação dos poderes, estrangeirado, laicização do ensino
Materiais
Saturday
O FUTURO DO HOMEM
Emile Nolde, Seara
As nossas esperanças sobre o estado futuro da espécie humana podem reduzir-se a estes pontos importantes: a destruição da desigualdade entre os homens e, finalmente, o seu aperfeiçoamento.
Chegará o momento em que o sol só iluminará homens livres que apenas obedecerão à razão; em que os tiranos e os escravos... já não existirão.
Por uma escolha feliz, não só dos próprios conhecimentos mas também dos métodos de os ensinar; pode instruir-se a massa inteira dum povo acerca de tudo o que os homens têm necessidade de saber sobre economia, administração, industria e direito... para serem senhores de si próprios.
A igualdade de Instrução corrigiria a desigualdade das aptidões, assim como uma legislação preventiva diminuiria a desigualdade das riquezas, aceleraria o progresso das ciências e das artes, multiplicando os artistas num meio que lhes fosse favorável. O efeito seria um aumento de bem-estar para todos.
Condorcet, Esboço de um Quadro Histórico dos Progressos do Espírito Humano,1793
Chegará o momento em que o sol só iluminará homens livres que apenas obedecerão à razão; em que os tiranos e os escravos... já não existirão.
Por uma escolha feliz, não só dos próprios conhecimentos mas também dos métodos de os ensinar; pode instruir-se a massa inteira dum povo acerca de tudo o que os homens têm necessidade de saber sobre economia, administração, industria e direito... para serem senhores de si próprios.
A igualdade de Instrução corrigiria a desigualdade das aptidões, assim como uma legislação preventiva diminuiria a desigualdade das riquezas, aceleraria o progresso das ciências e das artes, multiplicando os artistas num meio que lhes fosse favorável. O efeito seria um aumento de bem-estar para todos.
Condorcet, Esboço de um Quadro Histórico dos Progressos do Espírito Humano,1793
LIBERDADE E IGUALDADE

(...) sendo todo o homem livre e senhor de si próprio, ninguém pode sob qualquer pretexto submetê-lo contra a sua vontade. Decidir que um filho de escravo nasça escravo, é decidir que ele não nasça homem.
(...) O cidadão aceita todas as leis, mesmo aquelas que o contrariam e mesmo aquelas que o castigam quando ele violar alguma.A escolha consciente de todos os membros do estado é a vontade geral; é essa que deve prevalecer.
J. J. Rousseau, Contrato Social
(…) É este o problema fundamental a que o contrato social dá solução. (...) O governo recebe do soberano as ordens que ele dá ao povo, e para que o Estado esteja num bom equilíbrio é preciso, com todas as compensações, que haja uma igualdade entre o produto ou o poder do governo tomado em si próprio e o produto ou o poder dos cidadãos, que são soberanos por um lado e súbditos por outro.
Jean-Jacques Rousseau, o Contrato Social, 1762
(...) O cidadão aceita todas as leis, mesmo aquelas que o contrariam e mesmo aquelas que o castigam quando ele violar alguma.A escolha consciente de todos os membros do estado é a vontade geral; é essa que deve prevalecer.
J. J. Rousseau, Contrato Social
(…) É este o problema fundamental a que o contrato social dá solução. (...) O governo recebe do soberano as ordens que ele dá ao povo, e para que o Estado esteja num bom equilíbrio é preciso, com todas as compensações, que haja uma igualdade entre o produto ou o poder do governo tomado em si próprio e o produto ou o poder dos cidadãos, que são soberanos por um lado e súbditos por outro.
Jean-Jacques Rousseau, o Contrato Social, 1762
VALOR DA RAZÃO
A razão está para o filósofo tal como a graça está para o cristão. A graça obriga o cristão a agir; a razão obriga o filósofo... Ele gosta de saber os mais pequenos detalhes e de aprofundar tudo o que mal se adivinha; assim, olha como sendo um princípio totalmente oposto ao progresso das luzes do espírito o facto de se limitar somente à meditação e de acreditar que o homem não encontra a verdade senão no fundo de si próprio. (...) O espírito filosófico
É um espírito de observação e de justiça que relaciona tudo com os seus verdadeiros princípios (...).
O filósofo é, em suma, um homem honesto que age em todas as circunstâncias pela razão e que junta a um espírito de reflexão e de justiça os costumes e as qualidades sociáveis.
Diderot, "Filósofo ", in Enciclopédia
É um espírito de observação e de justiça que relaciona tudo com os seus verdadeiros princípios (...).
O filósofo é, em suma, um homem honesto que age em todas as circunstâncias pela razão e que junta a um espírito de reflexão e de justiça os costumes e as qualidades sociáveis.
Diderot, "Filósofo ", in Enciclopédia
DEFESA DA TOLERÂNCIA
Não é ao homem que eu me dirijo, é a ti, Deus de todos os seres de todos os mundos e de todos os tempos...
Tu não nos deste um coração para odiar e mãos para matarem: faz com que nos ajudemos a suportar mutuamente o fardo de uma vida penosa e passageira; que as pequenas diferenças, entre as vestes que cobrem os nossos pobres corpos, entre os nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas as nossas opiniões insensatas, que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinal de ódio e perseguição; que todos aqueles que acendem círios em pleno meio-dia para te louvar, suportem os que se contentam com a luz do teu sol; os que se cobrem com um pano branco para dizerem que é necessário amar-te, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto de lã negra...
Voltaire, in Traité sur Ia Tolérance, 1763
Tu não nos deste um coração para odiar e mãos para matarem: faz com que nos ajudemos a suportar mutuamente o fardo de uma vida penosa e passageira; que as pequenas diferenças, entre as vestes que cobrem os nossos pobres corpos, entre os nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas as nossas opiniões insensatas, que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinal de ódio e perseguição; que todos aqueles que acendem círios em pleno meio-dia para te louvar, suportem os que se contentam com a luz do teu sol; os que se cobrem com um pano branco para dizerem que é necessário amar-te, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto de lã negra...
Voltaire, in Traité sur Ia Tolérance, 1763
Portugal - Resistência à Modernidade

Os mestres de filosofia não se apartem de Aristóteles em coisa alguma de importância, a não ser que se ofereça algum ponto contrário à doutrina que defendem geralmente as Universidades. Entendam também que, se houver alguns Mestres inclinados a novidades ou de engenho demasiado livre, devem ser removidos sem falta do ofício de ensinar.
Todos aqueles que tenham redigido, ou mandado redigir ou imprimir, escritos tendentes a atacar a religião, a atingir a nossa autoridade e a perturbar a ordem e a tranquilidade dos nossos estados, serão condenados à morte. Todos os que tiverem imprimido as referidas obras, as livrarias, os bufarinheiros (vendedores de bugigangas) e outras pessoas que os tiverem espalhado pelo público serão igualmente condenados à morte.
Recolha de Isambert, decreto de 16 de Agosto de 1757

Regras para a escolha de opiniões nos filósofos, Congregação Geral da Companhia de Jesus, 1565
Nos exames ou lições, conclusões públicas ou particulares, se não ensine opiniões novas pouco recebidas ou inúteis para o estudo das sciencias maiores, como são as de Renato Descartes, Gasendo Neptono (Newton) e outros, e nomeadamente qualquer sciencia que defenda os actos (atomos) de Epicuro ou negue as realidades dos accidentes eucharisticos ou outras quaesquer conclusões oppostas ao systema de Aristóteles, o qual n 'estas escholas se deve seguir, como repetidas vezes se recomenda nos Estatutos d'este Collegio das Artes.
Nos exames ou lições, conclusões públicas ou particulares, se não ensine opiniões novas pouco recebidas ou inúteis para o estudo das sciencias maiores, como são as de Renato Descartes, Gasendo Neptono (Newton) e outros, e nomeadamente qualquer sciencia que defenda os actos (atomos) de Epicuro ou negue as realidades dos accidentes eucharisticos ou outras quaesquer conclusões oppostas ao systema de Aristóteles, o qual n 'estas escholas se deve seguir, como repetidas vezes se recomenda nos Estatutos d'este Collegio das Artes.
Edital do Colégio das Artes (1746). cito in TeófiloBraga, História da Universidade de Coimbra
Todos aqueles que tenham redigido, ou mandado redigir ou imprimir, escritos tendentes a atacar a religião, a atingir a nossa autoridade e a perturbar a ordem e a tranquilidade dos nossos estados, serão condenados à morte. Todos os que tiverem imprimido as referidas obras, as livrarias, os bufarinheiros (vendedores de bugigangas) e outras pessoas que os tiverem espalhado pelo público serão igualmente condenados à morte.
Recolha de Isambert, decreto de 16 de Agosto de 1757

Portugal - Expulsão dos Jesuítas e Reforma do Ensino
Eu, EI Rei, (...) sou servido privar inteira e absolutamente os Religiosos Jesuítas dos Estudos de que os tinha mandado suspender para que, do dia da publicação deste alvará em diante, sejam extintas todas as Classes e Escolas que lhes foram confiadas, com tão perniciosos e funestos efeitos, opostos aos fins da instrução e da edificação dos meus fiéis vassalos, abolindo-se até a memória das mesmas Classes e Escolas como se nunca houvessem existido nos meus Reinos e Domínios onde têm causado tão enormes danos e tão graves escândalos. (...)
E sou servido da mesma sorte ordenar que no ensino das Classes e no estudo das letras humanas haja uma geral reforma, mediante a qual se reponha o método antigo, reduzido aos termos simples, claros e de maior facilidade, como se pratica actualmente nas nações polidas da Europa, conformando-me, nesta determinação, com o parecer dos homens mais doutos e instruídos.
D.José I Alvará de 28 de Junho de 1759 (adaptado)
E sou servido da mesma sorte ordenar que no ensino das Classes e no estudo das letras humanas haja uma geral reforma, mediante a qual se reponha o método antigo, reduzido aos termos simples, claros e de maior facilidade, como se pratica actualmente nas nações polidas da Europa, conformando-me, nesta determinação, com o parecer dos homens mais doutos e instruídos.
D.José I Alvará de 28 de Junho de 1759 (adaptado)
O Saber Herdado

A Torre de Babel
Peter Brueghel, O velho
«Até que ponto poderei progredir?» - perguntas-me. Até ao ponto onde chegarem os teus esforços. De que estás à espera? O saber não se obtém por obra do acaso. O dinheiro pode cair-te em sorte, as honras serem-te oferecidas, os favores e os altos cargos poderão talvez acumular-se sobre ti: a virtude, essa, não virá ter contigo! Não é sem custo, sem grandes esforços, que chegamos a conhecê-la; mas vale bem a pena o esforço, porquanto de uma só vez se obtêm todos os bens possíveis. De facto, o único bem é aquele que é conforme à moral; nos valores aceites pela opinião comum não encontrarás a mínima parcela de verdade ou de certeza..
Séneca - Cartas a Lucílio
Sunday
Denúncias na Inquisição de Lisboa

Os cárceres estão cheios. As denúncias não param. Irmãos denunciam os irmãos, mulheres denunciam os maridos, os filhos denunciam os pais. Uma sombra devota de terror trespassa a alma do País.
Eis um pequeno sumário.
20 de Setembro de 1533 - António Correia denunciou Duarte Fernandes por não comer toucinho.
12 de Janeiro de 1554 - Diogo Antunes, estudante dos Jesuítas, disse que foi a casa de um calceteiro e que este tinha na parede uma estampa com um santinho com teias de aranha.
18 de Junho de 1554 - Compareceu o ourives Pedro Rodrigues por ter dito que certas mulheres iam à romaria da Senhora da Luz menos por devoção do que por poucas vergonhas.
31 de Janeiro de 1555 - Compareceu Baltasar Gomes, ourives, que denunciou um flamengo que não tirou o barrete quando passava diante da cruz.
9 de Março de 1555 - O padre Luís Neto, capelão da Sé, acusou um inglês chamado Ricardo, que disse que o Papa canonizava os santos por dinheiro.
9 de Setembro de 1555 - João de Paris, relojoeiro francês, denunciou o inglês Marcos, mestre da Nau, que disse que não era preciso rezar aos santos, bastava fazê-lo a Deus.
21 de Janeiro de 1556 - André Pires, padre de Sarzedas, denunciou António Rodrigues por ter dito que Nossa Senhora era judia.16 de Fevereiro de
1556 - O jesuíta João Dício acusou o flamengo Reiner, lapidador de pedras, por ter dito que era mais virtuosa a vida dos casados que a dos religiosos.
26 de Março de 1556 - Ascenso Fernandes denunciou Pedro de Loreto, carpinteiro francês, por comer carne à sexta-feira.
22 de Abril de 1556 - Francisco Gonçalves denunciou Rodrigues Álvares, escrivão, por vestir aos sábados pelote, calça preta, boas botas e roupão esverdeado, com pesponto de seda e alamares, ao passo que nos dias santos traz só gabão de mangas curtas.
10 de Julho de 1556 - Fernando Afonso denunciou dois hereges de Ponte de Lima, que disseram que a hóstia era apenas pão.
30 de Abril de 1557 - Manuel Borges denunciou António Gonçalves por ter dito que dormir com uma mulher não era mal nenhum.
4 de Agosto de 1557 - O licenciado Garcia Mendes de Abreu acusou um cristão-novo de dizer, sobre a virgindade de Nossa Senhora, o seguinte: "Como é que se pode tirar a gema ao ovo sem o quebrar?".
José Hermano Saraiva e Maria Luísa Guerra
Diário da História de Portugal
Diário da História de Portugal
Index Librorum Prohibitorum

"A censura inquisitorial não só aniquilou a tradição humanística do nosso Renascimento, e cortou a comunicação de Portugal com a cultura europeia, mas ainda desanimou e esterilizou (...) a criação literária e científica" (António José Saraiva)

O poeta António Ferreira (1528-1569) lamentava-se a certa altura, dando o tom da época:
«A medo vivo, a medo escrevo e falo;
Hei medo do que falo só comigo;
Mais inda a medo cuido, a medo calo.
Encontro a cada passo com um inimigo
De todo bom espírito: este me faz
Temer-me de mi mesmo, e do amigo.
Tais novidades este tempo traz,
Que é necessário fingir pouco siso,
Se queres vida ter, se queres paz.»
António Ferreira –Carta XII - a Diogo Bernardes
Avalia as consequências para o desenvolvimento intelectual e científico do reino ao longo dos sécs XVI, XVII e XVIII da acção da Contra-Reforma.
Vítimas da Inquisição
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