Sunday

Música para acompanhar o estudo e ter boa nota na ficha de avaliação (experimentem ouvir que resulta)

O peso da agricultura

A economia de Antigo Regime foi uma economia predominan­temente agrícola . A grande maioria da população portuguesa vivia da agricultura e foram essencialmente os produtos agrícolas que alimentaram a actividade mercantil que então se desenvolvia.
Centrada na produção de cereais e do vinho, a agricultura da primeira metade do século XVIII era ainda bastante atrasada. Para além do arcaísmo das técnicas agrícolas, em que ainda se utiliza­vam instrumentos de madeira(só as pontas eram de ferro) e o sistema de pousio, também o regime de propriedade dificultava os investimentos na agricul­tura e não era compensador.
Ao concentrar a posse da terra nas mãos do rei, da nobreza e do clero, o regime de propriedade fomentava o absen­tismo dos seus proprietários. Por outro lado, a organização terri­torial em senhorios fazia com que os camponeses estivessem sujeitos a pesados tributos, o que desmotivava qualquer esforço em ordem a uma maior produtividade.
Vivendo de uma agricultura tecnicamente atrasada, as popula­ções europeias estavam sujeitas aos efeitos dos maus anos agríco­las. As crises cerealíferas daí resultantes originavam, por sua vez, as fomes e as quebras demográficas típicas da sociedade de Antigo Regime.



Mercantilismo- Esquema Conceptual

Mercantilismo


Da crise comercial às primeiras medidas mercantilistas


Na segunda metade do século XVII, Portugal passou por uma grave crise económico-financeira:

- concorrência das novas potências coloniais aos nossos produtos brasileiros
- ataques holandeses às nossas coló­nias,
- gastos com as guerras da Restauração (28 anos)

Para superar a crise comercial, D. Luís de Meneses, conde de Ericeira, autor da «História de Portugal Restaurado» que havia sido General nas Guerras da Restauração, ministro da Fazenda de D. Pedro II, pôs em prática uma nova política económica que alguns países europeus tinham posto já em prática e cujo principal objectivo era a acu­mulação de metais preciosos nos cofres do Estado: o mercantilismo. Criou novas manufacturas, desenvolveu outras já exis­tentes, recrutou artífices especializados do estrangeiro e publicou as célebres pragmáticas (leis proteccionistas que proibiam a importação de certos artigos estrangeiros com o objectivo de desenvolver a produção nacional)
D. Luís de Meneses, 3º Conde da Ericeira

Conceitos


Balança comercial - conjunto das transacções de bens e serviços que um país realiza com outros países num determinado período. Se o valor das exportações é superior ao das importações, diz-se que a balança comercial é favorável, isto é, o seu saldo é positivo; se se verifica o contrário, o seu saldo é negativo.

Mercantilismo - doutrina económica que vigorou na Europa dos séculos XVI e XVII, segundo a qual a riqueza dos Estados consistia na maior acumu­lação possível de ouro e prata. A preocupação essencial dos governantes deveria ser a de evitar que os metais preciosos saíssem do país, man­tendo uma balança comercial favorável isto é , as exportações deveriam pesar mais que as importações.

Proteccionismo - conjunto de medidas adoptadas por um Estado para proteger os produtos nacio­nais face à concorrência dos produtos estrangei­ros (em geral, através da aplicação de taxas alfandegárias).

Tradição e Inovação






Saturday

O comércio triangular

Sorvedouros do Erá­rio Público

Calecut, Séc XVI



Eram três os grandes sorvedouros do erá­rio público: a Índia, a Corte e o Norte de África.
Era da índia que vinha toda a riqueza e por isso toda a despesa era justificável. A espe­ciaria continuava a chegar em grande quanti­dade, era verdade, mas o esforço militar para garantir as transacções absorvia parte consi­derável dos lucros. A indisciplina, os abusos e a corrupção dos funcionários atingiam limites nunca vistos. Alguns apoderavam-se de canhões para armarem navios nos quais se dedicavam a negócios por conta própria.De Ormuz a Malaca as revoltas eram cons­tantes e, apesar dos conselhos, na Corte pre­valecia o plano do domínio militar apoiado em sólidas fortalezas. Por outro lado, os Muçulmanos haviam já recuperado a sua tradicional actividade no Oriente e, através das rotas do Levante, forne­ciam de especiarias os mercadores europeus. Portugal perdera já o monopólio deste comércio. Se a tudo isto somarmos os naufrágios e os ataques dos piratas, percebe-se melhor a diminuição progressiva da quantidade das naus que faziam a rota do Cabo, com a con­sequente perda de lucros por parte da Coroa e dos particulares.

Boas Festas!

Thursday

Novos Meios de Difusão da Cultura

Uma página de Gutenberg
Séc. XV

O mecenato dos Médicis
Cidade italiana do Renascimento
Lourenço de Médicis, O Magnífico, sonhou tornar a sua cidade mais grandiosa e mais bela. Como havia muitos espaços sem habitações, fez traçar novas ruas para nelas construir edifícios, tornando-a assim mais graciosa e maior. Graças a ele, a cidade, quando não estava em guerra, encontrava-se perpetuamente em festa, assistindo a torneios e cortejos onde se representavam acontecimentos e altos feitos da Antiguidade.
Acarinhava e afeiçoava-se a todos os que se distinguiam nas artes; protegia os homens de le­tras. Para que os jovens de Florença pudessem dedicar-se ao estudo das letras, fundou a universidade de Pisa, para onde chamou os homens mais instruí­dos que existiam então em Itália.

Maquiavel, Histórias Florentinas, livro VIII

Pintura renascentista em Portugal

Oficina Lisboeta, 1º Quartel do séc. XVI[Cristóvão de Figueiredo e Garcia Fernandes?]
Chegada das Relíquias da Santa Autaao Mosteiro da Madre Deus c. 1518-1520,

óleo sobre madeira Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa

A pintura portuguesa de quinhentos recebeu, sobretudo, influência flamenga (Bélgica e Países-Baixos). Entre os nossos grandes pintores desta época, podemos destacar Nuno Gonçalves, a quem se atribuem os Painéis de São ViGente; Vasco Fernandes, autor dos retábulos das Sés de Viseu e de Lamego; Gregório Lopes e Garcia Fernandes, que deixaram obras no Convento de Cristo, em Tomar, no de Jesus em Setúbal e na Igreja da Madre de Deus em Lisboa

Do Geocentrismo ao Heliocentrismo





Renascimento Europeu


Expansão e Renascimento- Cronologia


Humanismo


O Renascimento

Rafael
A Escola de Atenas (pormenor)




O Renascimento é mais que o simples reviver da cultura greco­-romana. É, sobretudo, um vasto movimento de renovação intelec­tual e artística, marcado por novos valores e características como:


o Humanismo, isto é, uma nova mentalidade que, partindo do estudo crítico das obras greco-latinas, valoriza o Homem e as suas capacidades;


o Naturalismo, ou seja, uma nova visão da Natureza, baseada na observação e na experiência;


o Classicismo, quer dizer, uma nova concepção da arte de re­presentar o Homem e o espaço (inspirada nos modelos clássi­cos da Antiguidade greco-romana).

Wednesday

Laocoonte e seus filhos


"No dia 14 de Janeiro de 1506, o romano Felice de Fredi descobriu uma estátua durante trabalhos de manutenção da sua vinha, localizada na zona das antigas termas de Tito. A escultura desconhecida estava desfeita em cinco pedaços, mas todos os habitantes da Roma renascentista sabiam reconhecer uma obra clássica quando a viam e de Fredi passou a palavra a Giuliano de Sangallo, arquitecto do papa Júlio II. Sangallo acorreu ao local da descoberta de imediato trazendo consigo Michelangelo Buonarroti, que por coincidência almoçava na sua casa nesse dia. De imediato, os dois reconheceram a estátua desfeita como o grupo de Laocoonte descrito por Plínio e enviaram a notícia da descoberta a Júlio II, que comprou a estátua na hora por 4140 ducados."

Thursday

Giordano Bruno


Como aperitivo ao estudo do Renascimento procura saber mais sobre a vida e a obra de Giordano Bruno

Monday

Objectivos de aprendizagem

Rodin- O pensador



Define Iluminismo.

Enumera as principais ideias defendidas pelos pensadores e intelectuais iluministas.

Indica os meios de difusão dessas ideias.

Identifica os principais iluministas e suas obras.

Mostra como se integrou Portugal no movimento Iluminista Europeu

Define o conceito Estrangeirado.

Conceitos: Iluminismo, racionalismo, Soberania Popular, Separação dos poderes, estrangeirado

Indica as principais transformações económicas e demográficas verificadas na Europa, nos sécs. XVII e XVIII.

Explica a prioridade inglesa no arranque da Revolução Industrial.

Indicar e caracterizar os principais sectores de arranque da Revolução

Indica factores que estiveram na origem da Revolução Agrícola inglesa.

Explica o aumento demográfico Inglês e europeu no séc XVIII

Indica as condições e factores da prioridade inglesa no arranque da Revolução Industrial

Enumera alguns dos progressos técnicos verificados nesta altura.

Conhece e compreende as diferenças entre o regime de produção industrial e o anterior.

Conceitos: Revolução Agrícola, Revolução Industrial, Revolução Demográfica, Demografia, Saldo Fisiológico, Revolução, Esperança de Vida



Materiais


Tuesday

A preferência pela agricultura.

Que o soberano e a nação nunca percam de vista que a terra é a última fonte de riquezas e que é o agricultor quem as multi­plica (…) Que a propriedade dos bens fundiários e das riquezas mobiliários seja assegurada aos possuidores legítimos, pois a segurança da propriedade é o fundamento essencial da ordem económica da sociedade (…) Que uma nação que tem um grande território a cultivar e a facilidade de exercer um grande comércio dos géneros agrícolas não alargue demasiadamente o emprego do dinheiro e dos homens às manufacturas e ao comércio de luxo, em prejuízo dos trabalhos e das despesas da agricultura; pois, preferentemente a tudo, o reino deve ser bem povoado de ricos cultivadores (…) Que se favoreça a multi­plicação dos gados, pois são eles que fornecem às terras o estrume que produz as ricas colheitas (…) Que cada um seja livre de cultivar no seu campo as produções que o seu interesse, as suas faculdades e a natureza do terreno lhe sugiram para obter a maior produção possível (...). Que se mantenha a mais inteira liberdade de comércio.

Quesnay, Máximas gerais do governo económico de um reino agrícola

O Fisiocratismo


As correntes mercantilistas que se difundiram na Europa durante o Antigo Regime privilegiaram o desenvolvimento do comércio e da indústria. Eram estes os sectores em que, segundo os mercantilistas, assentava a riqueza das Nações e, por consequência, dos cidadãos.
Na segunda metade do século XVIII, em reacção às teorias mer­cantilistas surgiu uma nova corrente económica, o fisiocratismo, que significa "governo da natureza".
O fisiocratismo defendia que a verdadeira riqueza das nações residia na agricultura, pois todas as actividades económicas depen­diam desta actividade. A própria indústria, essencialmente a têxtil na época, estava dependente da produção da lã obtida nos campos.
Inspirados na observação do ciclo da natureza e no "milagre" da multiplicação das sementes lançadas à terra, os fisiocratas pre­tenderam aplicar os ensinamentos da natureza à vida económica das Nações. Cabia ao homem saber extrair as leis naturais que depois faria aplicar a cada modelo de sociedade.
Destes pressupostos resultava o facto de os Estados deverem fomentar o trabalho da terra e deixarem total liberdade à iniciativa individual. O seu lema era "Laissez faire, Laissez passer" (deixem fazer, deixem andar).
A importância desta corrente veio a ser decisiva na formação das ideias de Adam Smith e do liberalismo económico que viria a triunfar no século XIX.