Alguns olham para coisas que existem e perguntam "porquê?". Eu sonho com coisas que nunca existiram e pergunto " por que não? George Bernard Shaw
Sunday
Da crise comercial às primeiras medidas mercantilistas

Na segunda metade do século XVII, Portugal passou por uma grave crise económico-financeira:
- concorrência das novas potências coloniais aos nossos produtos brasileiros
- ataques holandeses às nossas colónias,
- gastos com as guerras da Restauração (28 anos)
Para superar a crise comercial, D. Luís de Meneses, conde de Ericeira, autor da «História de Portugal Restaurado» que havia sido General nas Guerras da Restauração, ministro da Fazenda de D. Pedro II, pôs em prática uma nova política económica que alguns países europeus tinham posto já em prática e cujo principal objectivo era a acumulação de metais preciosos nos cofres do Estado: o mercantilismo. Criou novas manufacturas, desenvolveu outras já existentes, recrutou artífices especializados do estrangeiro e publicou as célebres pragmáticas (leis proteccionistas que proibiam a importação de certos artigos estrangeiros com o objectivo de desenvolver a produção nacional)
- ataques holandeses às nossas colónias,
- gastos com as guerras da Restauração (28 anos)
Para superar a crise comercial, D. Luís de Meneses, conde de Ericeira, autor da «História de Portugal Restaurado» que havia sido General nas Guerras da Restauração, ministro da Fazenda de D. Pedro II, pôs em prática uma nova política económica que alguns países europeus tinham posto já em prática e cujo principal objectivo era a acumulação de metais preciosos nos cofres do Estado: o mercantilismo. Criou novas manufacturas, desenvolveu outras já existentes, recrutou artífices especializados do estrangeiro e publicou as célebres pragmáticas (leis proteccionistas que proibiam a importação de certos artigos estrangeiros com o objectivo de desenvolver a produção nacional)
D. Luís de Meneses, 3º Conde da EriceiraConceitos

Balança comercial - conjunto das transacções de bens e serviços que um país realiza com outros países num determinado período. Se o valor das exportações é superior ao das importações, diz-se que a balança comercial é favorável, isto é, o seu saldo é positivo; se se verifica o contrário, o seu saldo é negativo.
Mercantilismo - doutrina económica que vigorou na Europa dos séculos XVI e XVII, segundo a qual a riqueza dos Estados consistia na maior acumulação possível de ouro e prata. A preocupação essencial dos governantes deveria ser a de evitar que os metais preciosos saíssem do país, mantendo uma balança comercial favorável isto é , as exportações deveriam pesar mais que as importações.
Proteccionismo - conjunto de medidas adoptadas por um Estado para proteger os produtos nacionais face à concorrência dos produtos estrangeiros (em geral, através da aplicação de taxas alfandegárias).
Mercantilismo - doutrina económica que vigorou na Europa dos séculos XVI e XVII, segundo a qual a riqueza dos Estados consistia na maior acumulação possível de ouro e prata. A preocupação essencial dos governantes deveria ser a de evitar que os metais preciosos saíssem do país, mantendo uma balança comercial favorável isto é , as exportações deveriam pesar mais que as importações.
Proteccionismo - conjunto de medidas adoptadas por um Estado para proteger os produtos nacionais face à concorrência dos produtos estrangeiros (em geral, através da aplicação de taxas alfandegárias).
Saturday
Sorvedouros do Erário Público
Calecut, Séc XVI
Eram três os grandes sorvedouros do erário público: a Índia, a Corte e o Norte de África.
Era da índia que vinha toda a riqueza e por isso toda a despesa era justificável. A especiaria continuava a chegar em grande quantidade, era verdade, mas o esforço militar para garantir as transacções absorvia parte considerável dos lucros. A indisciplina, os abusos e a corrupção dos funcionários atingiam limites nunca vistos. Alguns apoderavam-se de canhões para armarem navios nos quais se dedicavam a negócios por conta própria.De Ormuz a Malaca as revoltas eram constantes e, apesar dos conselhos, na Corte prevalecia o plano do domínio militar apoiado em sólidas fortalezas. Por outro lado, os Muçulmanos haviam já recuperado a sua tradicional actividade no Oriente e, através das rotas do Levante, forneciam de especiarias os mercadores europeus. Portugal perdera já o monopólio deste comércio. Se a tudo isto somarmos os naufrágios e os ataques dos piratas, percebe-se melhor a diminuição progressiva da quantidade das naus que faziam a rota do Cabo, com a consequente perda de lucros por parte da Coroa e dos particulares.
Friday
Thursday
O mecenato dos Médicis
Lourenço de Médicis, O Magnífico, sonhou tornar a sua cidade mais grandiosa e mais bela. Como havia muitos espaços sem habitações, fez traçar novas ruas para nelas construir edifícios, tornando-a assim mais graciosa e maior. Graças a ele, a cidade, quando não estava em guerra, encontrava-se perpetuamente em festa, assistindo a torneios e cortejos onde se representavam acontecimentos e altos feitos da Antiguidade.
Acarinhava e afeiçoava-se a todos os que se distinguiam nas artes; protegia os homens de letras. Para que os jovens de Florença pudessem dedicar-se ao estudo das letras, fundou a universidade de Pisa, para onde chamou os homens mais instruídos que existiam então em Itália.
Acarinhava e afeiçoava-se a todos os que se distinguiam nas artes; protegia os homens de letras. Para que os jovens de Florença pudessem dedicar-se ao estudo das letras, fundou a universidade de Pisa, para onde chamou os homens mais instruídos que existiam então em Itália.
Maquiavel, Histórias Florentinas, livro VIII
Pintura renascentista em Portugal
Chegada das Relíquias da Santa Autaao Mosteiro da Madre Deus c. 1518-1520,
óleo sobre madeira Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa
A pintura portuguesa de quinhentos recebeu, sobretudo, influência flamenga (Bélgica e Países-Baixos). Entre os nossos grandes pintores desta época, podemos destacar Nuno Gonçalves, a quem se atribuem os Painéis de São ViGente; Vasco Fernandes, autor dos retábulos das Sés de Viseu e de Lamego; Gregório Lopes e Garcia Fernandes, que deixaram obras no Convento de Cristo, em Tomar, no de Jesus em Setúbal e na Igreja da Madre de Deus em Lisboa
O Renascimento
A Escola de Atenas (pormenor)
O Renascimento é mais que o simples reviver da cultura greco-romana. É, sobretudo, um vasto movimento de renovação intelectual e artística, marcado por novos valores e características como:
o Humanismo, isto é, uma nova mentalidade que, partindo do estudo crítico das obras greco-latinas, valoriza o Homem e as suas capacidades;
o Naturalismo, ou seja, uma nova visão da Natureza, baseada na observação e na experiência;
o Classicismo, quer dizer, uma nova concepção da arte de representar o Homem e o espaço (inspirada nos modelos clássicos da Antiguidade greco-romana).
Wednesday
Laocoonte e seus filhos

"No dia 14 de Janeiro de 1506, o romano Felice de Fredi descobriu uma estátua durante trabalhos de manutenção da sua vinha, localizada na zona das antigas termas de Tito. A escultura desconhecida estava desfeita em cinco pedaços, mas todos os habitantes da Roma renascentista sabiam reconhecer uma obra clássica quando a viam e de Fredi passou a palavra a Giuliano de Sangallo, arquitecto do papa Júlio II. Sangallo acorreu ao local da descoberta de imediato trazendo consigo Michelangelo Buonarroti, que por coincidência almoçava na sua casa nesse dia. De imediato, os dois reconheceram a estátua desfeita como o grupo de Laocoonte descrito por Plínio e enviaram a notícia da descoberta a Júlio II, que comprou a estátua na hora por 4140 ducados."
Thursday
Giordano Bruno
Como aperitivo ao estudo do Renascimento procura saber mais sobre a vida e a obra de Giordano Bruno
Monday
Objectivos de aprendizagem
Rodin- O pensador
Define Iluminismo.
Enumera as principais ideias defendidas pelos pensadores e intelectuais iluministas.
Indica os meios de difusão dessas ideias.
Identifica os principais iluministas e suas obras.
Mostra como se integrou Portugal no movimento Iluminista Europeu
Define o conceito Estrangeirado.
Conceitos: Iluminismo, racionalismo, Soberania Popular, Separação dos poderes, estrangeirado
Indica as principais transformações económicas e demográficas verificadas na Europa, nos sécs. XVII e XVIII.
Explica a prioridade inglesa no arranque da Revolução Industrial.
Indicar e caracterizar os principais sectores de arranque da Revolução
Indica factores que estiveram na origem da Revolução Agrícola inglesa.
Explica o aumento demográfico Inglês e europeu no séc XVIII
Indica as condições e factores da prioridade inglesa no arranque da Revolução Industrial
Enumera alguns dos progressos técnicos verificados nesta altura.
Conhece e compreende as diferenças entre o regime de produção industrial e o anterior.
Conceitos: Revolução Agrícola, Revolução Industrial, Revolução Demográfica, Demografia, Saldo Fisiológico, Revolução, Esperança de Vida
Materiais
Wednesday
Tuesday
A preferência pela agricultura.
Que o soberano e a nação nunca percam de vista que a terra é a última fonte de riquezas e que é o agricultor quem as multiplica (…) Que a propriedade dos bens fundiários e das riquezas mobiliários seja assegurada aos possuidores legítimos, pois a segurança da propriedade é o fundamento essencial da ordem económica da sociedade (…) Que uma nação que tem um grande território a cultivar e a facilidade de exercer um grande comércio dos géneros agrícolas não alargue demasiadamente o emprego do dinheiro e dos homens às manufacturas e ao comércio de luxo, em prejuízo dos trabalhos e das despesas da agricultura; pois, preferentemente a tudo, o reino deve ser bem povoado de ricos cultivadores (…) Que se favoreça a multiplicação dos gados, pois são eles que fornecem às terras o estrume que produz as ricas colheitas (…) Que cada um seja livre de cultivar no seu campo as produções que o seu interesse, as suas faculdades e a natureza do terreno lhe sugiram para obter a maior produção possível (...). Que se mantenha a mais inteira liberdade de comércio.
Quesnay, Máximas gerais do governo económico de um reino agrícola
Quesnay, Máximas gerais do governo económico de um reino agrícola
O Fisiocratismo

As correntes mercantilistas que se difundiram na Europa durante o Antigo Regime privilegiaram o desenvolvimento do comércio e da indústria. Eram estes os sectores em que, segundo os mercantilistas, assentava a riqueza das Nações e, por consequência, dos cidadãos.
Na segunda metade do século XVIII, em reacção às teorias mercantilistas surgiu uma nova corrente económica, o fisiocratismo, que significa "governo da natureza".
O fisiocratismo defendia que a verdadeira riqueza das nações residia na agricultura, pois todas as actividades económicas dependiam desta actividade. A própria indústria, essencialmente a têxtil na época, estava dependente da produção da lã obtida nos campos.
Inspirados na observação do ciclo da natureza e no "milagre" da multiplicação das sementes lançadas à terra, os fisiocratas pretenderam aplicar os ensinamentos da natureza à vida económica das Nações. Cabia ao homem saber extrair as leis naturais que depois faria aplicar a cada modelo de sociedade.
Destes pressupostos resultava o facto de os Estados deverem fomentar o trabalho da terra e deixarem total liberdade à iniciativa individual. O seu lema era "Laissez faire, Laissez passer" (deixem fazer, deixem andar).
A importância desta corrente veio a ser decisiva na formação das ideias de Adam Smith e do liberalismo económico que viria a triunfar no século XIX.
Na segunda metade do século XVIII, em reacção às teorias mercantilistas surgiu uma nova corrente económica, o fisiocratismo, que significa "governo da natureza".
O fisiocratismo defendia que a verdadeira riqueza das nações residia na agricultura, pois todas as actividades económicas dependiam desta actividade. A própria indústria, essencialmente a têxtil na época, estava dependente da produção da lã obtida nos campos.
Inspirados na observação do ciclo da natureza e no "milagre" da multiplicação das sementes lançadas à terra, os fisiocratas pretenderam aplicar os ensinamentos da natureza à vida económica das Nações. Cabia ao homem saber extrair as leis naturais que depois faria aplicar a cada modelo de sociedade.
Destes pressupostos resultava o facto de os Estados deverem fomentar o trabalho da terra e deixarem total liberdade à iniciativa individual. O seu lema era "Laissez faire, Laissez passer" (deixem fazer, deixem andar).
A importância desta corrente veio a ser decisiva na formação das ideias de Adam Smith e do liberalismo económico que viria a triunfar no século XIX.
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